Resumos, matérias, sínteses, enfim, tudo que possa cair no seu vestibular, com as crônicas estudantis do dia a dia de três vestibulandos prestes a explodir

sábado, 21 de setembro de 2013

Geografia - Deslocamentos Populacionais

   Sempre que uma região do mundo apresenta péssimas qualidades de vida ou quebra de padrões estabelecidos por meio de guerras, crises econômicas e perseguições por exemplo, pessoas tendem a migrar para outra região mais prospera. Desde o começo da civilização humana, as migrações modificaram a estrutura de ocupação do planeta, descobrindo novas regiões habitáveis, florescendo novos padrões de vida, nações, etc.
    Existem diversos tipos de migração como: pendular, temporária, imigração, emigração e permanente. Veremos um pouco sobre cada.
    As migrações pendulares são migrações que ocorrem durante um período do dia e sua ação é característica de pessoas de baixa renda, como os boias-frias. Em países subdesenvolvidos se mostram com mais frequência.
    As migrações temporárias são migrações no qual o trabalhador vai trabalhar em uma cidade por exemplo em uma época do ano em que sua atividade na cidade de origem não pode ser feita ou não gera o lucro necessário a sobrevivência como os pequenos produtores nordestinos que se deslocam para o sudeste, principalmente a SP, para trabalhar em construções, usinas e outras atividades pesadas e de baixa renda, sendo que no período em que sua atividade “caseira” é prospera, ele volta e a realiza como a agricultura de algumas espécie que florescem em determinadas épocas do ano.
    As migrações permanente acontecem quando um cidadão se desloca definitivamente para outra região como aconteceu com os protestantes ingleses que se dirigiram para o atual EUA e formaram a nação.
    Existem muitos motivos para ocorrerem migrações, dentre elas: perseguições religiosas, políticas, guerras e procura de melhor qualidade de vida. Alguns exemplos que podemos citar são : vinda de italianos na época da economia cafeeira em SP no final do século XIX estimulada pelo governo brasileiro para suprir a falta de escravos após a lei Áurea. Outro exemplo é a dispersão dos Judeus pelo mundo na conhecida como diáspora hebraica. Ou até mesmo as fugas de milhares de pessoas da Europa em fator da 1ª e 2ª guerra mundial.
     O Brasil apresenta certas características únicas com relação às migrações. De 1500 a 1808, o país recebeu milhares de Europeus, sobretudo, portugueses a fim de explorar economicamente a então colônia. Em 1808, com a vinda da família real portuguesa em fator do bloqueio continental, contingentes populacionais viram no Brasil como uma nova nação prospera e novo reino principal de Portugal. D.João investiu em diversos setores, o que atraiu muitas pessoas. Outra época em que vieram contingentes enormes de população mundial foi no período da economia cafeeira como dito acima, sendo que se dirigiram para os latifúndios e viram a real condição do país, o que ocasionou na volta de boa parte desses imigrantes, sobretudo italianos, japoneses, portugueses, espanhóis e franceses. Já no século XX, o Brasil atraiu muitas pessoas em decorrência das grandes guerras mundiais, servindo como asilo para muitas dessas. Atualmente o País é um grande receptor de pessoas, principalmente da América do Sul que procuram melhores condições de vida se comparado aos países natais.

     Os EUA são outro caso à parte. Surgiu como refugio de imigrantes protestantes e se tornou a maior potência em poucos séculos. Atualmente é receptor de imigrantes vindos principalmente do México que procuram melhores condições de vida. Por essa razão, sua política de entrada é bem rígida. Um exemplo é a grande barreira que esses mexicanos precisam enfrentar para passar na fronteira, o que ocasiona em muitos métodos ilegais para tal fim.
Veja também o post sobre Geografia - Estrutura Econômica E IDH

terça-feira, 17 de setembro de 2013

História do Brasil - Período Colonial - Quarta Parte



Mineração

Com o recalque violento da Holanda, ao iniciar o plantio do açúcar nas Antilhas, Portugal ganhou um forte concorrente. A situação em que o Estado Luso se encontrava não era nada agradável: dívidas a quitar com a Inglaterra, uma burguesia mimada que não larga dos privilégios nem por reza brava e, para ferrar com tudo, há a redução nos lucros com o açúcar.
Porém, com a descoberta das minas de ouro, no fim do século XVII (século 17, para aqueles que, assim como eu, acham a maior viadagem ser errado não escrever o século com números romanos), surge uma luz no fim do túnel. Com ouro pra caramba quem passa necessidade? Uma pista: isso mesmo, Portugal! Isso será explicado mais a diante.
Os bandeirantes, aquele monte de doido que, primeiramente, carregava bandeira no meio do mato pra pegar índio escravo fugido, foram os descobridores do ouro, na região de Minas Gerais, mais precisamente em Ouro Preto (lógico que o ouro não era preto). A notícia se espalhou rapidamente, tanto no Brasil quanto na Europa, o que fez a região do ouro ser o destino de milhares de pessoas cujo objetivo era enriquecer. Lógico que Portugal não ficou para trás, logo criou uma forma de cobrar impostos (muito altos, inclusive) sobre o ouro explorado. Surgia a Intendência das Minas. O quinto era o imposto equivalente a 20% do ouro extraído, havendo também a capitação, que era o imposto relativo ao número de integrantes da família do minerador, o que posteriormente foi modificado para o equivalente ao número de escravos que ele pertencia. Os colonos não gostaram nada dessa história, o que fez surgir os primeiros sentimentos de revolta.
Como não havia fiscalização sobre a quantidade de ouro que alguém encontrava, o espertinho poderia simplesmente não revelar sua descoberta, evitando ter que pagar para a coroa. Quando Portugal finalmente percebeu isso, criou as Casas de Fundição, cuja função era a seguinte: todo ouro extraído deveria ser fundido em barras com o selo da coroa portuguesa. Caso alguém fosse encontrado com ouro em pó ou em qualquer outro estado que não correspondesse às exigências, esse coitado seria preso. Nas casas de fundição o valor relativo ao quinto já era descontado. Não precisa dizer que o valor descontado, obviamente, era muito maior que aquele previsto. E a raiva dos colonos vai crescendo.
Após o progressivo aumento de impostos, que geravam cada vez menos lucro aos mineradores, surgem as primeiras revoltas, tais como: Revolta de Beckman, Guerra dos Mascates e Guerra dos Emboabas. Claro que não foram as únicas, mas são as mais importantes. As Revoltas Nativistas não tinham a intenção de separar o Brasil da metrópole, mas a revisão da pressão da coroa lusitana. Vamos lá:
Revolta de Beckman: quem aí pensou naquele carinha que joga futebol PÊÊÊÊÊÊÊÊÊMMMMM! Não é ele, porque o nome do cara é “Beckham”. Continuemos. Essa revolta teve como liderança os irmãos Tomás e Manuel Beckman (daí o nome), tendo como objetivo dar um “jeito” na Companhia de Comércio do Maranhão, que detinha o monopólio das atividades comerciais. Segundo os revoltosos a Companhia não garantia o número de escravos necessário para a produção, além de cobrar muito cara por aquilo que lhes vendia. Os jesuítas também colaboraram para a eclosão da revolta, afinal não eram favoráveis à escravização dos índios. Os revoltosos tomaram do governo, suspenderam a Companhia De Comércio do Maranhão e meteram o pé na bunda dos jesuítas que foram pedir arrego na Bahia. Portugal entrou no meio da briga e acabou com a bagunça, o Manuel foi enforcado e seu irmão Tomás ficou preso por duas décadas. Curiosa sobre o que motivou tanta baderna, a coroa investigou a Companhia de Comércio, o que resultou na sua posterior extinção, confirmados os abusos. Os jesuítas puderam voltar para o Maranhão.
            Guerra dos Mascates: basicamente foi uma briga entre Recife e Olinda. Em Recife viviam os mascates (comerciantes portugueses), e em Olinda os senhores de engenho. Com a expulsão holandesa e a concorrência do açúcar por eles produzido nas Antilhas, a produção açucareira no Brasil caiu drasticamente. Sem grana, os senhores de engenho buscaram ajudo nos mascates, que começaram a financiar os seus negócios. Muitos senhores perderam suas terras por não conseguirem pagar as dívidas. Crescia assim o poder dos mercadores portugueses. Porém, toda essa força econômica não garantia aos mercadores a independência da Câmara Municipal de Recife. Já deu pra ver no que vai dar né? Pois então, Recife teve reconhecimento de sua autonomia, em relação à linda, por parte de Portugal. Soou o gongo! Os senhores de engenho olindenses, que já não tinha muito a perder, caíram no fight com Recife. Mais uma vez Portugal entrou pra separar, acabando com a confusão.
            Guerra dos Emboabas: os emboabas eram imigrantes estrangeiros ou de regiões do Brasil que não se encontravam nos limites paulistas. Os conflitos entre os paulistas e os emboabas datam do início da imigração para o Brasil em busca de ouro. Depois de tantos enfrentamentos entre ambas as partes, um episódio caracterizou todo o movimento: o Capão da Traição, que ocorreu quando os emboabas chamaram os paulistas para ma “negociação”, onde mataram quase todos, cerca de 300. Os que sobreviveram fugiram para Goiás e Mato Grosso, onde encontraram ouro também. Com o fim da guerra (sim, já acabou) Portugal criou a Capitania Real de São Paulo e Minas do Ouro, buscando maior controle na administração.
            Próxima postagem falando sobre Marquês de Pombal e revoltas separatistas, até mais!         

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Fisica Elétrica - Potencial Elétrico, Trabalho, Corrente, Equilibrio Eletrostático e afins...

Potencial em um campo, significa a quantidade de energia que poderá se convertida em função de uma posição.

Para o facil entendimento do potencial elétrico, iremos compara-los ao potencial gravitacional.

O potencial gravitacional, é dado pela expressão Epg = m.g.h, em que m é a massa, g a aceleração da gravida, e h a posição, ou altura, observa-se que g e m são constantes, então a energia potencial gravitacional varia de acordo com a altura em que o corpo se encontra. Note que a energia potencial é quando o corpo tem velocidade nula e em iminencia de movimento, ele apresenta energia acumulada porem ainda não convertida, um corpo quando entra em movimento, sendo abandonado, converte a energia potencial em energia cinética.

Da mesma forma é a energia potencial elétrica, esta energia no entanto, lida com carga e campo elétrico, a sua expressão é Epe = E.q.d, com E representando o campo elétrico uniforme, q a carga e d a posição desta carga com relação ao elemento que gera o campo. Note tambem que a carga tem energia potencial quando não esta em movimento, quando em movimento, esta energia é convertida em corrente elétrica, que sobre a ação de uma diferença de potencial entre dois pontos distintos, provoca o movimento ordenado de elétrons de forma a neutralizar esta diferença (o que seria de forma teorica, visto que em um campo elétrico esta diferença nunca é neutralizada).

Entenda a diferença de potencial e o movimento ordenado de cargas elétricas como a dinamica das massas de ar, estas se movimentam de forma a neutralizar zonas de baixa pressão, sempre se movendo de uma região com um certo potencial para outro com um potencial diferente, no caso, como estudado com relação às linhas de força, o movimento é do polo positivo para o negativo, enquanto nas massas de ar, o movimento vai das zonas de alta pressão para os de baixa pressão.

Linhas equipotenciais ao redor de uma carga geradora
Observe que os pontos P1 e P2 apresentam uma diferença de potencial, pois se encontram em diferentes posições com relação à carga geradora, no entanto, qualquer ponto na circunferencia em que P1 esta escrito é equipotencial a P1.

Quanto às fórmulas, temos que a energia potencial dividida pela carga em questão é igual à diferença de potencial, popularmente conhecida como voltagem, ou tensão. Portanto:
V = Ed (substituindo) -> V = kQd/d² -> V = kQ/d 

Sabemos também da fisica mecanica que o trabalho realizado por um corpo, é definido pela força exercida por esse corpo, multiplicado pela distancia percorrida, multiplicado pela angulação da força com relação ao sentido do movimento. Relembrando o conceito de trabalho, inferimos que o trabalho é a força que gera um movimento, ou seja, a aplicação de uma força quando gera deslocamento, gera trabalho. Em termos de cálculos temos:

T = F.d.cosx -> T = Q.E.d -> T = Q.V

lembre-se que F = Q.E
utilizemos o cosx como 1, ou seja, só há trabalho quando há deslocamento da carga final para superficies de diferentes potenciais
a distancia d que utilizaremos é o deslocamento da carga entre as superficies de diferente potencial trabalhadas

Como ja citado anteriormente, podemos dizer que quando há um ddp existe tambem um movimento ordenado de cargas elétricas, a corrente elétrica, que nada mais é do que a energia potencial convertida em cinética. Em termos de ENEM, a corrente se percorrer o corpo humano pode provocar desde contrações involuntárias até danos fatais. Quando o infeliz põe o dedo numa tomada, não é a tensão que da choque, mas sim a diferença alta de potencial, que sendo diretamente proporcional à corrente, provoca uma corrente de grande intensidade percorrendo o corpo humano com o objetivo de fechar o circuito no polo negativo da tomada, o que ocasiona o choque.

Sob a ação de um campo elétrico, e consequentemente uma ddp, e tendo os eletrons em movimento ordenado, o condutor se encontra em equilibrio, é o que acontece por exemplo quando um circuito é ligado a uma bateria.

Condutor em equilibrio eletrostático
A alguns bons anos atrás, nosso camarada Faraday propôs um principio que sugeria a sua blindagem eletrostática. Um condutor esférico, quando carregado, tende a concentrar suas cargas na parte externa, como cada carga gera um vetor campo elétrico igual (pois o raio é o mesmo) convergindo para o centro e para o exterior da esfera, o campo elétrico no seu interior é nulo. É esse o principio que justifica porque um carro é um bom abrigo contra descargas elétricas, o raio ao atingir o carro percorre toda a sua carroceria pela parte externa até neutralizar no chão. O pneu, que apesar de ser um isolante, ao ser exposto a uma ddp extremamente alta (como é a gerada pela carga do raio) tem sua rigidez dipolar rompida, e os dipolos que orientam a carga no isolante (como na eletrização por atrito por exemplo) entram em movimento ordenado como se fossem elétrons e se neutralizam no chão.

Esquema de um para-raio
Aproveitando o ensejo, destaque para a formação de descargas elétricas, o atrito entre o vapor e os cristais de gelo nas nuvens a carrega, esta carga sendo gigante, e quando fica imensa, gera um campo elétrico, e uma ddp com relação à terra, a tendencia dessa carga, sendo tão grande, é neutralizar na terra, por meio de fenomenos fisicos que se eu for explicar aqui é a ultima vez que voce acessa o blog (mas se quiser so mandar email) o raio parte da nuvem e se neutraliza no ponto mais alto e pontudo em contato com a terra, reparou que disse pontudo? É porque tambem segundo Faraday, as pontas são os lugares mais propricios acumularem cargas elétricas, baseado nesse principio foram criados os para-raios, aparelhos que ficam posicionados no alto de prédios que são meros condutores com o objetivo de atrair os raios e os conduzir até o chão para neutraliza-los, funcionando como fio-terra.



História - Independencia Americana

Apesar do Iluminismo ter sido criado na França, sua primeira aparição definitiva foi no Novo Mundo, mais precisamente nas terras que eram colonias britanicas. 

As treze colonias da América foram colonizadas pela coroa Inglesa de forma peculiar, as colonias do norte e centro foram colonizadas no modo de povoamento, de forma em que predominava a policultura, a minifundiarização e a mão de obra assalariada, povoada por puritanos em fuga de perseguição religiosa, possuia um comércio forte com as colonias do sul e no chamado comércio triangular, que funcionava da seguinte forma:


- Americanos vendiam Rum aos Africanos e trocavam por escravos, é importante lembrar, que os escravos eram produtos de guerras tribais africanas, de forma que os vencedores negociavam os escravos em troca de bens aparentemente sem valor, uma técnica de 'escambo' norte-americana.
- Escravos eram vendidos nas Américas e nas Antilhas e se comprava o melaço
- Melaço era transformado em Rum nas treze colonias e o processo se repetia


Já as colonias do Sul tiveram uma colonização diferente, o modo Plantation, e sua tríade clássica (MonoculturaS2LatifundioS2Escravidão) marcaram a intensa exploração voltada para o mercado externo, principalmente com a metrópole.

Pois bem, a Inglaterra sempre dera às colonias certa autonomia, o chamado self-government (auto-governo) permitia que as colonias elegessem uma assembleia de deputados que decidiam leis em geral, até mesmo fiscais. Porem, devido à intensa industrialização na Inglaterra com a Revolução Industrial, a coroa britanica se viu na necessidade de ampliar mercado, para tal, forçou o fechamento de manufaturas nas colonias, sobretudo nas colonias do norte,  que mostravam concorrencia com as inglesas, proibiram a produção de tecidos e produtos manufaturados na colonia, alem de acabarem com o comércio triangular e impor o monopólio de vendas inglês nas novas colonias.

Após a Guerra dos Sete Anos, entre Inglaterra e França pela disputa do territorio Oeste às colonias, com a ajuda dos colonos e a vitória da Inglaterra, esta teve um aumento enorme da divida publica, e o parlamento inglês decidira que quem deveria pagar estas dividas seriam os colonos. Foram aplicadas então uma série de leis que prejudicariam ainda mais a economia e a autonomia da colonia, a Lei do Açucar e Lei do Melaço, a primeira que vetava a importação de rum, a segunda que aplicava altas taxas sobre a importação do melaço que não fosse o produzido pelos ingleses. A Lei do Selo, em que todo documento oficial e qualquer impresso na colonia deveria ter o selo inglês, a Lei do Aquartelamento, que definia que toda casa americana deveria fornecer abrigo ao exército inglês recem despejado nas colonias, uma bagatela de 10 mil homens que definiam como a Inglaterra dava autonomia às suas colonias. A Lei do Chá, que dava o monopólio do comércio altamente lucrativo do chá para os comerciantes ingleses, este episódio causara um momento épico, a Boston Tea Party, em que centenas de homens invadiram o porto de Boston e jogaram toda a carga de chá inglesa ao mar. Esse episódio trouxe as Leis Coercitivas, que fecharam o porto de Boston até que todo o prejuizo ingles fosse pago.

Em 1774, representantes de doze colonias se reuniriam no Primeiro Congresso da Filadelfia, ainda sem carater separatista, eles redigiram uma carta ao rei e ao parlamento expressando claramente a insatisfação dos colonos com relação a metropole, embora as colonias do sul ficassem relutantes em apoiar por dependerem do comercio com a metropole. Diante da intransigência da coroa, na vigencia do Segundo Congresso da Filadelfia a declaração de independência fora redigida, estava iniciada a guerra da independencia.

Esta guerra traria serias baixas para os colonos em primeira instancia, porem, com a ajuda de tropas francesas e espanholas, os americanos fecharam o cerco aos ingleses em Yorktown e estes se renderam. Em 3 de Setembro de 1783, a Inglaterra assinaria o tratado de Versalhes, reconhecendo os Estados Unidos da América como nação e definindo seus limites.

To the Far West

Para os negros na américa a independencia não fora nada, a escravidão continuava a existir, ja para os indios, fora a condenação, iniciaria-se então a conquista do oeste, a expansão territorial americana rumo à costa oeste.

Repercussão

A independencia americana servira de exemplo para as revoluções que aconteceriam na américa latina em seguida, alem do que, os EUA tinham motivos de sobra para apoia-los, era necessário conseguir mercado para os produtos industrializados norte-americanos, e após esta forte politica imperialista, os EUA não demorariam a se despontar como potencia mundial em pouco tempo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Geografia - Estrutura Econômica E IDH

     A estrutura econômica de uma população de divide em PEA e PEI. A PEA corresponde a população economicamente ativa, representando pessoas que já exercem profissão remunerada, variando o começo em alguns países como 14~16 anos e adultos. A PEI representa a população economicamente inativa, representando as crianças, idosos e desempregados.
     A estrutura econômica de um país desenvolvido se concentra majoritariamente na PEI e a de um país subdesenvolvido a PEI tem poucas porcentagens necessárias a uma boa qualidade de vida promovido por um governo rico e capitalizado. Quanto maior for a diferença entre a PEI e a PEA, sendo a PEI maior, maior será o ganho econômico que o respectivo país terá e consequentemente desenvolvimento social.
     Os setores econômicos de uma sociedade se dividem em; Setor primário é aquele que engloba as atividades extrativistas, pecuária, agricultura e extração mineral; Setor secundário é aquele que envolve a etapa industrial e transformação da matéria-prima em bens e produtos e envolve também a construção civil; Setor terciário é aquele que envolve as atividades de serviços e comércio, como telecomunicações, advocacia, entre outros.
     Os países desenvolvidos possuem uma distribuição da PEA equilibrada entre os três setores porque tiveram uma revolução industrial e êxodo rural controlado e lento. Normalmente o terceiro setor é o que mais possui pessoas da PEA. Já os países subdesenvolvidos e em crescimento como o Brasil, tiveram crescimento industrial desbalanceado e êxodo rural descontrolado sendo criadas regiões nas cidades precárias pelas quais essas pessoas se dirigiram, como as favelas.
     O Brasil apresenta o setor terciário como maior em termos de representantes da PEA, mas a substituição entre setor primário, secundário e terciário não foi feita lentamente como nos países desenvolvidos e de modo estruturado criando assim a chamada “saturação do terceiro setor” no qual não há mais espaço para trabalhadores em nenhum setor sem que haja a devida capacidade. Essas respectivas pessoas então vivem dos chamados “bicos” e apresentam baixa remuneração e geralmente vivem em condições precárias de infraestrutura. Um exemplo é a vida dos camelôs.

      O IDH corresponde ao índice de desenvolvimento humano e mede o grau de desenvolvimento de um país. Ele engloba os níveis de educação, saúde e renda da população. Varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1, melhores serão as condições ditas do respectivo país e vice-versa. Países em franca expansão como o Brasil geralmente apresentam IDH de 0,6~075 ( o Brasil apresenta IDH de 0,727 de acordo com o IBGE em 2010), devido ao elevado índice de pobres no país e a concentração econômica entre uma minoria. O IDH sofreu algumas mudanças com o tempo, como mudança para média geométrica em substituição da aritmética pelo fato de que um fator como a renda per capita poderia sobrepor outro como a educação, com a média geométrica, não há mais esse problema. As características ditas aqui, são as atuais.
Recomendo lerem essa reportagem do G1 sobre IDH no Brasil : Clique aqui.
Leia também o post sobre Controle De Natalidade E Estrutura Etária.

História do Brasil - Período Colonial - Terceira Parte



      Para o oeste meu jovem!
           
Até a segunda metade do século XVI, o interior do território brasileiro permanecia praticamente inexplorado. Os investimentos econômicos, sejam espanhóis ou portugueses, se concentravam na porção litoral. No caso espanhol, no litoral pacífico, no caso português, no litoral atlântico. Com a União Ibérica, em 1580, os lusitanos se viram livres para adentrar o território, afinal não havia mais limites entre o que pertencia a Espanha ou a Portugal. Surgiram vilas interioranas, principalmente em áreas anteriormente pertencentes à Espanha. Surgia assim o Bandeirismo.
            Os bandeirantes, como eram conhecidos os colonos paulistas, assim como os Jesuítas, que eram missionários a serviço da Companhia de Jesus, tiveram a maior participação na interiorização do território brasileiro. Mas agora resta a pergunta: se no nordeste o pessoal tinha trabalho nos engenhos, tinha açúcar para plantar e colher, além de estar próximo ao centro de escoamento de mercadorias para a metrópole, por que diabos esses infelizes vão querer inventar de entrar em um território cheio de índio doido (brincadeira indiozinhos, amamos vocês. São os canibais) querendo comer gente? Simples: com o fracasso da capitania de São Vicente, a população local ficou sem ter o que fazer, o que fez com que rumassem para o interior em busca de riquezas. De início, desenvolveu-se a agricultura nas regiões recém povoadas, com auxílio da mão de obra indígena, escravizada, é claro. Muito bem, aí está uma forma de lucro obtida pelos bandeirantes: apresamento de índio, dando-lhes o nome de Bandeirantes de Apresamento. Logo de cara os lucros foram grandes, visto que com a invasão holandesa no nordeste e a consequente perda de mão de obra escrava (afinal os invasores passaram a controlar o tráfico naquela região, e as partes nordestinas que não se encontravam sob controle holandês sofreram com a escassez de mão de obra) era necessário a substituição do negro africano. A saída encontrada foi a captura de índios (exatamente, CAPTURA, como se fossem animas selvagens que precisam de adestramento). As missões jesuíticas, que era onde se encontravam os indígenas que os jesuítas buscavam catequizar, foram os maiores alvos dos bandeirantes, pois por lá os nativos eram mais bem preparados para o trabalho, já que estavam “acostumados” com o estilo europeu. 

Bandeirantes (esquerda) e Jesuítas (direita).


            Com a expulsão holandesa em 1654, o tráfico negreiro voltou ao normal, fato que somado à concorrência do açúcar das Antilhas, que diminuiu a lucratividade nordestina, reduziu drasticamente a demanda por escravos indígenas. Como saída, surgiram as Bandeiras de Prospecção, cujo objetivo era encontrar metais preciosos. As primeiras jazidas auríferas foram encontradas em Minas Gerais, logo em seguida em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Houve também o Sertanismo de Contrato, em que os bandeirantes eram pagos para destruir quilombos e/ou capturar escravos fugidos. 

Zumbi, líder do maior quilombo já conhecido.
Não dá para negar como os bandeirantes foram importantes para a exploração e colonização do interior do Brasil, mas devemos lembrar que houve milhares de mortes pelas mãos dos mesmos, a maioria indígenas que ofereciam resistência ao aprisionamento, sem falar nos negros quilombolas que também foram assassinados. Enfim, para quem não entendeu a frase “Para o oeste meu jovem!” foi uma citação à marcha para o oeste, empreendida nos Estados Unidos, estimulada por George Washington, não entrarei em mais detalhes, pois essa parte é com o Marotta.          

História - Iluminismo

Após a formação das monarquias nacionais, a europa passou por um período monárquico longo, com acumulação de capitais e descobertas do novo mundo. Esse período não é muito cobrado pelo nosso ENEM, portanto falaremos dele em outra oportunidade. É interessante entretanto, citarmos o período dos séculos XVI a XVII. Neste período, uma onda intelectual invade a europa, produzida por elites intelectuais burguesas, tendo seu berço na França, o Iluminismo chegara para revolucionar.

A base da filosofia Iluminista é contra o antigo regime, sendo este o regime monárquico, despótico e absolutista existente nas nações européias desde o século XIII, contestando o regime, todas convergiam a um unico ponto: a consolidação do capitalismo.

Como toda onda intelectual, a igreja é deixada de lado, e rejeitada pela filosofia então moderna, foram os iluministas que sugeriram a separação da igreja e do ensino e a laicização do Estado, filósofos como Francis Bacon e Immanuel Kant defendiam que o homem deveria buscar a sabedoria, e para tal, fora dos dominios emocionais da igreja. Os Iluministas contestavam o direito divino ao trono do rei, idéia utilizada pela Igreja para justificar as monarquias ao redor do velho continente.

O Iluminismo defendia a liberdade de expressão, o fim da escravidão e a igualdade juridica, defendia a propriedade privada e os direitos fundamentais de todo homem, sendo estes o direito à vida, à propriedade e à liberdade.

Vários filósofos são citados pelas provas do ENEM como teóricos iluministas e suas respectivas idéias, sendo alguns deles:
- Francis Bacon: Defensor da busca do saber humano, criador do método para adquirir o conhecimento, no qual o homem deve estudar as diferentes circunstancias em que ocorre certo fenomeno, estudando as relações entre estas, com o objetivo de entender o fenomeno por um todo.
- John Locke: Teórico inglês, pai do iluminismo, afirmava que o conhecimento do homem é construído a partir das experiencias, propunha a soberania do poder legislativo, ao contrário da monarquia em que o executivo é soberano, defensor das 3 necessidades básicas humanas citadas acima.
- Voltaire: Defensor da liberdade de expressão, isolado na Inglaterra por suas criticas contra a igreja católica, defensor no entanto do Despotismo Esclarecido, em que era contra a toda manifestação popular com o objetivo de reforma politica, mas a reforma deveria vir do Estado, isto realmente ocorreu em várias monarquias da época, como em Portugal, com o Marquês de Pombal, Rei Carlos III da Espanha, Frederico II da Prússia, em suma, era uma forma de monarquia que priorizava a razão, seguindo preceitos iluministas.
- Jean Jacques Rosseau: Um dos filósofos mais citados, citava que o homem é naturalmente bom, a sociedade o corrompe, considerado precursor do socialismo utópico, ia na contramão de Locke ao afirmar que as desavenças envolvendo a propriedade privada era o responsável pela corrupção humana.
- René Descartes: Defendia a razão como unico caminho para o verdadeiro conhecimento cientifico. Destaque por utilizar um raciocinio logico-cientifico para tentar provar a existencia de Deus.
- Denis Diderot e Jean d'Alembert: criadores da primeira enciclopédia, reunião de artigos sobre todos os temas do mundo.

Junto com o liberalismo político, é pregado o liberalismo economico, teoria desenvolvida por economistas iluministas que defendem a idéia da intervenção NULA do estado na economia, é deles a frase "Deixai fazer, deixai passar", a economia se auto regularia pelas leis da oferta e da procura, livre cambio, e livre concorrencia, o valor do salário deveria ser um fruto de uma discussão entre o trabalhador e o capitalista. Esta teoria fora adotada pelos EUA e a Inglaterra e dominaria o mundo até a crise de 1929, no pós primeira guerra quando ambas as economias foram à falencia, quando seria feito o "Big Deal", mas isto é outra história.


Física - Cinemática

          Nesse post mostrarei conceitos iniciais de cinemática, movimento uniforme, uniformemente variado e os respectivos gráficos dos movimentos ditos. Mostrarei algumas aplicações voltadas para o ENEM, que é nosso foco principal. Vamos aos estudos então !
           Antes de aprofundarmos no estudo da cinemática, precisamos aprender alguns conceitos na física. O estudo da mecânica se divide em cinemática e dinâmica. Cinemática é o ramo da física que estuda os movimentos e o equilíbrio dos corpos sem se preocupar com sua causa (força). Dinâmica é o ramo da física que se preocupa com a causa.
           Para qualquer análise sobre movimentos de corpos, precisamos adotar um referencial, a partir do mesmo, podemos dizer se um corpo está se distanciando, se aproximando ou nenhum destes. Movimento é quando um corpo altera seu local em relação a um referencial. Logo, repouso, é quando um corpo não muda de local. Muitos exercícios falam sobre ponto material, ponto é um corpo em que desprezamos seu volume e material é porque possui massa. A trajetória de um corpo se refere ao "caminho" percorrido pelo mesmo em um espaço de tempo.
            Alguns exercícios se focam apenas nesses conceitos como o abaixo : 

(UEM-PR) Um trem se move com velocidade horizontal constante. Dentro dele estão o observador A e um garoto, ambos parados em relação ao trem. Na estação, sobre a plataforma, está o observador B parado em relação a ela. Quando o trem passa pela plataforma, o garoto joga uma bola verticalmente para cima. Desprezando-se a resistência do ar, podemos afirmar que

(01) o observador A vê a bola se mover verticalmente para cima e cair nas mãos do garoto.
(02) o observador B vê a bola descrever uma parábola e cair nas mãos do garoto.
(04) os dois observadores vêem a bola se mover numa mesma trajetória.
(08) o observador B vê a bola se mover verticalmente para cima e cair atrás do garoto.
(16) o observador A vê a bola descrever uma parábola e cair atrás do garoto.

Dê como resposta a soma dos números associados às proposições corretas.

Resposta :  1 + 2  = 3

Fora do trem, o observador B vê um movimento parabólico porque os trem está em velocidade constante, seu módulo não varia. Para resolver essa questão sem precisar da ajuda de conceitos, basta lembrar se alguma vez já jogou um objeto para cima dentro de um carro, o mesmo certamente irá cair para suas mãos de volta (se for verticalmente, ângulo de 90º). Certamente se lembrará de alguém fazendo o mesmo só que agora você seria o observador B, portanto veria uma trajetória parabólica.

          Agora veremos conceitos mais complexos. Espaço percorrido é o valor de toda a trajetória em módulo em relação a um referencial. Deslocamento é o valor do destino diminuído pelo começo em relação a um referencial. O deslocamento pode ser um valor negativo através de um caminho percorrido para a "esquerda" ou "atrás" do referencial (0).
          Velocidade é o valor da divisão entre o deslocamento pelo tempo em que o móvel realizou a respectiva ação, v=d/t, sendo d = variação do deslocamento e t = tempo gasto. Como unidade padrão (S.I), tem-se que a d é dada em metros e t é dado em segundos, logo a unidade de velocidade padrão é m/s. Há também km/h. Para realizar uma conversão, basta multiplicar o valor em m/s por 3,6 para achar o valor em km/h.
           Os movimentos podem ser classificados quanto ao sinal da velocidade. Se for positiva, o movimento é progressivo, se for negativo, retrógrado. Vamos realizar outro exemplo logo em seguida da explicação de movimento uniforme, pois os exercícios são parecidos.
           Movimento uniforme é quando a velocidade escalar permanece constante. A fórmula se origina de uma recombinação da fórmula dita anterior : 
v=d/t > v=Sf - Si/t > Sf=Si +vt (Sf : espaço final, Si : espaço inicial). Essa fórmula é chamada equação horária do espaço do M.U.
            Após esses conceitos, vamos ver agora aplicações do M.U.
            
            Dois automóveis A e B caminham na mesma trajetória e no instante em que se dispara o cronômetro, suas posições são indicadas na figura acima. As velocidades valem, respectivamente, 15 m/s e 10 m/s, determine o instante e a posição de encontro dos móveis.
R :  Sa = Sb > S°a: 0, S°b =45 > 0 + 15T = 45 + 10T > 5T = 45  > T = 9 seg
Sa = S°a + vt > Sa = 0 + 15 x 9 > 135m
* A posição de encontro significa Sa=Sb. A partir desse ponto adotamos um referencial para nos referirmos ao deslocamento, adotei o espaço 0 em que o A se encontra. Desse modo, basta igualar as grandezas, substituir pela fórmula e achar o tempo, posteriormente pegar a qualquer equação, substituir o tempo encontrado e encontrar o espaço.
             
            Velocidade relativa é quando se soma ou subtrai as velocidades dos respectivos corpos e encontra o espaço, tempo, ou qualquer uma das velocidades. A adição acontecerá quando os corpos tiverem em sentido oposto. A subtração, no mesmo sentido. Para corpos extensos em comparação com uma travessia em uma ponte ou com outro corpo extenso, basta somar as os tamanhos. exemplificando : 
            
            (Vunesp-SP) Um trem e um automóvel caminham paralelamente e no mesmo sentido, num trecho retilíneo. Seus movimentos são uniformes e a velocidade do automóvel é o dobro da velocidade do trem. Desprezando-se o comprimento do automóvel e sabendo-se que o trem tem 100 m de comprimento, determine a distância que o automóvel percorre desde que alcança o trem até o instante que o ultrapassa.
R :  Va = 2Vt > Vr = Va - Vt > Vr = 2v - v > Vr = V
V = 100/t > t = 100/v
2v = D/100/v > D = 200 m
             Movimento uniformemente variado é quando a velocidade do móvel varia em um determinado tempo. A grandeza responsável por fazer variar a velocidade é chamada aceleração . Seu módulo é expresso pela fórmula > Ac = Vf-Vi/t-t°. De acordo com o valor da aceleração, pode ser feita uma nova classificação quanto ao tipo de movimento sendo acelerado para v > 0 e Ac > 0 e retardado para V> 0 e Ac < 0 ou V < 0 e Ac > 0.
             No movimento uniformemente variado a aceleração é constante mas não sua velocidade. Existem 3 fórmulas que auxiliam nos exercícios, suas aplicações dependerá do que o exercícios disponibilizará.
*V=V°+at  >  Função horária da velocidade
*S=S° + Vºt +at²/2  >  Função horária do espaço do M.U.V
*V²=Vº² +2a(Sf-Si)  >  Equação de Torricelli

              Uma partícula executa um movimento retilíneo uniformemente variado. Num dado instante, a partícula tem velocidade 50 m/s e aceleração negativa de módulo 0,2 m/s2. Quanto tempo decorre até a partícula alcançar a mesma velocidade em sentido contrário?
A) 500 s
B) 250 s
C) 125 s
D) 100 s
E) 10 s
R > 500 Seg     >>    V=Vº+at  >>  50 = -50 + 0,2t  >>  100 = 0,2t  >>  t=500 s
* Nesse exercício, tivemos que adotar um sentido para o móvel. Adotei que o sentido inicial era negativo. Em seguida, basta substituir na função horário da velocidade, sendo que Vº era -50 m/s e a = +0,2 m/s².

               Agora, iremos estudar sobre os gráficos do M.U e M.U.V. O gráfico  v x t no M.U é uma reta, pois a velocidade é constante, já o gráfico s x t é uma reta crescente ( progressivo) ou decrescente(retrógrado).  

            O gráfico v x t no M.U.V é uma reta crescente ( a > 0) ou reta decrescente ( a < 0). Já o gráfico s x t é uma parábola sendo voltada para cima quando a > 0 ou voltada para baixo quando a < 0.           
             Para efeito de conta, quando um gráfico apresentar uma reta com parte negativa e parte positiva, está se referindo que o móvel passou pela origem, no M.U.V. Outra dica é quando pedir para calcular o deslocamento em um gráfico v x t, basta calcular a área no tempo desejado. Quando o gráfico tiver parte negativa e parte positiva, basta diminuir a área positiva pela negativa. Para calcular o espaço percorrido nesse gráfico, basta somar as duas áreas em módulo.
(UFMG) Um carro está andando ao longo de uma estrada reta e plana. Sua posição em função do tempo está representada neste gráfico:
   
Sejam vA, vB e vC os módulos das velocidades do carro, respectivamente, nos pontos A, B e C, indicados nesse gráfico.
Com base nessas informações, é CORRETO afirmar que
a) vA < vB < v .
b) vB < vC < vA.
c) vA < vC < vB.
d) vB < vA < vC.
Resposta > Letra B, pois quanto mais inclinada a curva for, maior será a velocidade, logo A possui a maior velocidade, B está parado pois está no ápice de uma curva e C possui uma curva com menor inclinação que A.
*Apenas por curiosidade, quanto ao tipo de movimento, é M.V.U, pois o gráfico S x T se apresenta de forma curva caracterizando presença de aceleração.
E com isso, terminamos a primeira parte.

História do Brasil - Período Colonial - Segunda Parte



            



          Holanda Recalcada
                      Invasões Holandesas

Para entender os motivos que levaram a Holanda a invadir o Brasil, é necessário antes conhecermos um pouco da história desse país que mesmo tão pequeno deu tanta dor de cabeça a Portugal. Ainda na Idade Média, a território hoje ocupado pelos holandeses se tornara uma região de intenso comércio, contando inclusive com uma feira, fazendo surgir uma classe burguesa poderosa. O êxodo causado pelas perseguições católicas aos judeus, na península Ibérica, levou esse pessoal manja dos monoteísmos a seguir viagem para os chamados países baixos. Muitos desses “fugitivos” eram bancários influentes e homens do comércio, o que fortaleceu ainda mais a classe burguesa da região.
            Quando uma pessoa tem grana e quer ganhar mais grana, o que ela faz? Ela investe, empresta dinheiro a juros, compra imóveis e sei lá mais o que, o negócio é ganhar mais dinheiro. Foi isso que os holandeses fizeram na Europa, tento grande importância inclusive nas lavouras de cana de açúcar, no nordeste brasileiro, ao emprestar dinheiro a Portugal. Porém, o poder econômico holandês não lhe dava soberania política, fazendo com que se submetessem à dinastia Habsburgo. Durante o governo de Filipe II, rei da Espanha e também de Portugal (na União Ibérica, lembram?), um grande movimento separatista terminou com a independência da Holanda, deixando o rei espanhol, português, (Espanhoguês, talvez, ou até mesmo Portunhês) puto da vida. O cara quase criou um bezerro. Como vingança, criou então o embargo espanhol, que visava limitar a participação holandesa nos negócios do açúcar brasileiro. A Holanda, é claro, odiou. Criou então a Companhia das Índias Orientais, para abrir o mercado oriental a produtos holandeses. Com o grande sucesso gerado pelo empreendimento, criou também a Companhia das Índias Ocidentais, para furar o bloqueio do rei Espanhoguês. Chegamos à parte legal: por meio dessas companhias, o governo holandês organizou a invasão do nordeste brasileiro. Tentaram primeiramente tomar a Bahia, que além de comportar grande parte da produção açucareira, era a sede do governo-geral. Conseguiram, em 1624, o que queriam, mas logo foram expulsos, em 1625, por grupos chefiados pela aristocracia. Mas não desistiram, e em 1930 atacaram conquistaram, com facilidade, Recife e Olinda, as principais cidades de Pernambuco. Surge assim o chamado Nordeste Holandês.
Olhem só uma gravura do cerco à Olinda:


            Apesar da relativa facilidade de tomar as cidades, não foi tão simples a conquista das áreas de engenho, que contavam com tropas portuguesas para sua proteção. Mas o objetivo foi alcançado, sendo a capitania de Pernambuco incorporada aos domínios Holandeses. A relação dos produtores de cana-de-açúcar com os novos senhores de engenho tornou-se muito boa, principalmente após a chegada do administrador do “Brasil holandês”, o conde Maurício de Nassau. Esse cara muito gente boa se aproximou dos produtores de cana por meio de medidas como: empréstimos aos prejudicados pela invasão, que havia gerado uma quebradeira do caramba; liberdade política e religiosa; garantia do direito à propriedade dos senhores de engenho. Além de tudo isso, Nassau ainda promoveu a urbanização da cidade de Recife, que passou a contar com pavimentação adequada, pontes, áreas de lazer, dentre outros.
            No entanto, a união Ibérica e desfez, em 1640, trazendo ao povo Português a autonomia que de certa forma havia sido roubada. Contando com a ajuda da Inglaterra, Portugal se reergueu. Mesmo assim a coroa lusa não tinha cash para expulsar os holandeses do Brasil. Na mesma época a Holanda se envolveu em conflitos contra a Inglaterra, o que gerou enormes perdas aos cofres holandeses. Sem dinheiro, o governo holandês se viu obrigado a aumentar impostos no nordeste do Brasil, juntamente com os juros cobrados pelos empréstimos além de diversas outras coisas que corroeram a boa relação existente entre a aristocracia rural nordestina e a Companhia das Índias Ocidentais. Mesmo sem contar com o apoio lusitano, os nordestinos reuniram forças contra a opressão holandesa, em 1645, e em 1654 expulsaram os mesmos. Foi a chamada Insurreição Pernambucana. Isso não significou, porém, a retomada imediata da economia açucareira, pois lá se fora um importante investidor. A Holanda, todavia, começou a investir no açúcar, a partir das experiências aqui acumuladas, nas Antilhas. Surge então um concorrente para o açúcar brasileiro.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Geografia - Controle De Natalidade E Estrutura Etária

    Por vários momentos, estudiosos demográficos fizeram teorias sobre crescimento, distribuição e vida das pessoas pelo mundo, mas algumas delas tiveram importante papel e plano de fundo por moverem os alicerces da comunidade científica de suas respectivas épocas, além de relacionarem com contextos políticos.
    No final do século XVIII, na Inglaterra, começando sua revolução industrial, Tomas Malthus criou uma teoria demográfica baseada em seus estudos sobre a população da Inglaterra na época. Ele disse que a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética. Significa que não há alimentos para toda a população. Nesse ponto que foi seu erro. Ele não contava com a revolução agrícola no século seguinte, através da mecanização do campo. Atualmente, o planeta produz alimentos para 9 milhões de pessoas. O que é ainda precário é a distribuição, por isso a grande parcela de pobreza vigente. Como solução propunha o controle da natalidade para “acabar com esse problema”.
     A segunda teoria se refere a criada na universidade de Chicago no começo do século XX, o neomathusianismo. Ela dizia que o crescimento populacional decorre da pobreza, ou seja, o crescimento populacional é consequência da pobreza. Como solução, também propunham o controle da natalidade. Essa teoria está relacionada ao contexto político da época, porque era vantajoso para os EUA terem parceiros econômicos que não desviassem verbas do governo que seriam em industrias e mercado para solucionar a pobreza.
     A terceira teoria é a “reformista”. Ela dizia que a pobreza é causa do subdesenvolvimento e não consequência como diziam os neomalthusianistas. Desse modo, propunham investimentos em educação, transporte, infraestrutura urbana e saúde como solução, desse modo criariam cidadãos capacitados e mão-de-obra especializada, assim a população teria bons salários e boa qualidade de vida.
     Agora iremos comentar um pouco a respeito da estrutura etária.
     Os gráficos sobre a estrutura etária são majoritariamente pirâmides que revelam o nível de desenvolvimento de um país baseado no número de pessoas em cada etapa da vida (jovem, adulto e idoso).
     Uma pirâmide característica de países subdesenvolvidos é aquela que apresenta uma base larga e topo estreito, revelando alta taxa de natalidade e baixa expectativa de vida, revelando também grande número de pessoas vivendo em áreas rurais. Uma pirâmide de país desenvolvido é aquela representada por uma base estreita e topo largo, revelando baixa taxa de natalidade e alta expectativa de vida, mostrando a grande inserção de mulheres no mercado de trabalho, alto nível de educação e planejamento familiar.
     O Brasil apresenta pirâmide intermediária entre a de um país subdesenvolvido e desenvolvido. Sua população cresceu rápido em determinados períodos de sua história. Segue abaixo sua representação atual.
Veja também o post sobre Distribuição E Crescimento Populacional.