Resumos, matérias, sínteses, enfim, tudo que possa cair no seu vestibular, com as crônicas estudantis do dia a dia de três vestibulandos prestes a explodir

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

História do Brasil - Período Colonial - Terceira Parte



      Para o oeste meu jovem!
           
Até a segunda metade do século XVI, o interior do território brasileiro permanecia praticamente inexplorado. Os investimentos econômicos, sejam espanhóis ou portugueses, se concentravam na porção litoral. No caso espanhol, no litoral pacífico, no caso português, no litoral atlântico. Com a União Ibérica, em 1580, os lusitanos se viram livres para adentrar o território, afinal não havia mais limites entre o que pertencia a Espanha ou a Portugal. Surgiram vilas interioranas, principalmente em áreas anteriormente pertencentes à Espanha. Surgia assim o Bandeirismo.
            Os bandeirantes, como eram conhecidos os colonos paulistas, assim como os Jesuítas, que eram missionários a serviço da Companhia de Jesus, tiveram a maior participação na interiorização do território brasileiro. Mas agora resta a pergunta: se no nordeste o pessoal tinha trabalho nos engenhos, tinha açúcar para plantar e colher, além de estar próximo ao centro de escoamento de mercadorias para a metrópole, por que diabos esses infelizes vão querer inventar de entrar em um território cheio de índio doido (brincadeira indiozinhos, amamos vocês. São os canibais) querendo comer gente? Simples: com o fracasso da capitania de São Vicente, a população local ficou sem ter o que fazer, o que fez com que rumassem para o interior em busca de riquezas. De início, desenvolveu-se a agricultura nas regiões recém povoadas, com auxílio da mão de obra indígena, escravizada, é claro. Muito bem, aí está uma forma de lucro obtida pelos bandeirantes: apresamento de índio, dando-lhes o nome de Bandeirantes de Apresamento. Logo de cara os lucros foram grandes, visto que com a invasão holandesa no nordeste e a consequente perda de mão de obra escrava (afinal os invasores passaram a controlar o tráfico naquela região, e as partes nordestinas que não se encontravam sob controle holandês sofreram com a escassez de mão de obra) era necessário a substituição do negro africano. A saída encontrada foi a captura de índios (exatamente, CAPTURA, como se fossem animas selvagens que precisam de adestramento). As missões jesuíticas, que era onde se encontravam os indígenas que os jesuítas buscavam catequizar, foram os maiores alvos dos bandeirantes, pois por lá os nativos eram mais bem preparados para o trabalho, já que estavam “acostumados” com o estilo europeu. 

Bandeirantes (esquerda) e Jesuítas (direita).


            Com a expulsão holandesa em 1654, o tráfico negreiro voltou ao normal, fato que somado à concorrência do açúcar das Antilhas, que diminuiu a lucratividade nordestina, reduziu drasticamente a demanda por escravos indígenas. Como saída, surgiram as Bandeiras de Prospecção, cujo objetivo era encontrar metais preciosos. As primeiras jazidas auríferas foram encontradas em Minas Gerais, logo em seguida em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Houve também o Sertanismo de Contrato, em que os bandeirantes eram pagos para destruir quilombos e/ou capturar escravos fugidos. 

Zumbi, líder do maior quilombo já conhecido.
Não dá para negar como os bandeirantes foram importantes para a exploração e colonização do interior do Brasil, mas devemos lembrar que houve milhares de mortes pelas mãos dos mesmos, a maioria indígenas que ofereciam resistência ao aprisionamento, sem falar nos negros quilombolas que também foram assassinados. Enfim, para quem não entendeu a frase “Para o oeste meu jovem!” foi uma citação à marcha para o oeste, empreendida nos Estados Unidos, estimulada por George Washington, não entrarei em mais detalhes, pois essa parte é com o Marotta.          

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