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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

História - Independencia Americana

Apesar do Iluminismo ter sido criado na França, sua primeira aparição definitiva foi no Novo Mundo, mais precisamente nas terras que eram colonias britanicas. 

As treze colonias da América foram colonizadas pela coroa Inglesa de forma peculiar, as colonias do norte e centro foram colonizadas no modo de povoamento, de forma em que predominava a policultura, a minifundiarização e a mão de obra assalariada, povoada por puritanos em fuga de perseguição religiosa, possuia um comércio forte com as colonias do sul e no chamado comércio triangular, que funcionava da seguinte forma:


- Americanos vendiam Rum aos Africanos e trocavam por escravos, é importante lembrar, que os escravos eram produtos de guerras tribais africanas, de forma que os vencedores negociavam os escravos em troca de bens aparentemente sem valor, uma técnica de 'escambo' norte-americana.
- Escravos eram vendidos nas Américas e nas Antilhas e se comprava o melaço
- Melaço era transformado em Rum nas treze colonias e o processo se repetia


Já as colonias do Sul tiveram uma colonização diferente, o modo Plantation, e sua tríade clássica (MonoculturaS2LatifundioS2Escravidão) marcaram a intensa exploração voltada para o mercado externo, principalmente com a metrópole.

Pois bem, a Inglaterra sempre dera às colonias certa autonomia, o chamado self-government (auto-governo) permitia que as colonias elegessem uma assembleia de deputados que decidiam leis em geral, até mesmo fiscais. Porem, devido à intensa industrialização na Inglaterra com a Revolução Industrial, a coroa britanica se viu na necessidade de ampliar mercado, para tal, forçou o fechamento de manufaturas nas colonias, sobretudo nas colonias do norte,  que mostravam concorrencia com as inglesas, proibiram a produção de tecidos e produtos manufaturados na colonia, alem de acabarem com o comércio triangular e impor o monopólio de vendas inglês nas novas colonias.

Após a Guerra dos Sete Anos, entre Inglaterra e França pela disputa do territorio Oeste às colonias, com a ajuda dos colonos e a vitória da Inglaterra, esta teve um aumento enorme da divida publica, e o parlamento inglês decidira que quem deveria pagar estas dividas seriam os colonos. Foram aplicadas então uma série de leis que prejudicariam ainda mais a economia e a autonomia da colonia, a Lei do Açucar e Lei do Melaço, a primeira que vetava a importação de rum, a segunda que aplicava altas taxas sobre a importação do melaço que não fosse o produzido pelos ingleses. A Lei do Selo, em que todo documento oficial e qualquer impresso na colonia deveria ter o selo inglês, a Lei do Aquartelamento, que definia que toda casa americana deveria fornecer abrigo ao exército inglês recem despejado nas colonias, uma bagatela de 10 mil homens que definiam como a Inglaterra dava autonomia às suas colonias. A Lei do Chá, que dava o monopólio do comércio altamente lucrativo do chá para os comerciantes ingleses, este episódio causara um momento épico, a Boston Tea Party, em que centenas de homens invadiram o porto de Boston e jogaram toda a carga de chá inglesa ao mar. Esse episódio trouxe as Leis Coercitivas, que fecharam o porto de Boston até que todo o prejuizo ingles fosse pago.

Em 1774, representantes de doze colonias se reuniriam no Primeiro Congresso da Filadelfia, ainda sem carater separatista, eles redigiram uma carta ao rei e ao parlamento expressando claramente a insatisfação dos colonos com relação a metropole, embora as colonias do sul ficassem relutantes em apoiar por dependerem do comercio com a metropole. Diante da intransigência da coroa, na vigencia do Segundo Congresso da Filadelfia a declaração de independência fora redigida, estava iniciada a guerra da independencia.

Esta guerra traria serias baixas para os colonos em primeira instancia, porem, com a ajuda de tropas francesas e espanholas, os americanos fecharam o cerco aos ingleses em Yorktown e estes se renderam. Em 3 de Setembro de 1783, a Inglaterra assinaria o tratado de Versalhes, reconhecendo os Estados Unidos da América como nação e definindo seus limites.

To the Far West

Para os negros na américa a independencia não fora nada, a escravidão continuava a existir, ja para os indios, fora a condenação, iniciaria-se então a conquista do oeste, a expansão territorial americana rumo à costa oeste.

Repercussão

A independencia americana servira de exemplo para as revoluções que aconteceriam na américa latina em seguida, alem do que, os EUA tinham motivos de sobra para apoia-los, era necessário conseguir mercado para os produtos industrializados norte-americanos, e após esta forte politica imperialista, os EUA não demorariam a se despontar como potencia mundial em pouco tempo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

História - Iluminismo

Após a formação das monarquias nacionais, a europa passou por um período monárquico longo, com acumulação de capitais e descobertas do novo mundo. Esse período não é muito cobrado pelo nosso ENEM, portanto falaremos dele em outra oportunidade. É interessante entretanto, citarmos o período dos séculos XVI a XVII. Neste período, uma onda intelectual invade a europa, produzida por elites intelectuais burguesas, tendo seu berço na França, o Iluminismo chegara para revolucionar.

A base da filosofia Iluminista é contra o antigo regime, sendo este o regime monárquico, despótico e absolutista existente nas nações européias desde o século XIII, contestando o regime, todas convergiam a um unico ponto: a consolidação do capitalismo.

Como toda onda intelectual, a igreja é deixada de lado, e rejeitada pela filosofia então moderna, foram os iluministas que sugeriram a separação da igreja e do ensino e a laicização do Estado, filósofos como Francis Bacon e Immanuel Kant defendiam que o homem deveria buscar a sabedoria, e para tal, fora dos dominios emocionais da igreja. Os Iluministas contestavam o direito divino ao trono do rei, idéia utilizada pela Igreja para justificar as monarquias ao redor do velho continente.

O Iluminismo defendia a liberdade de expressão, o fim da escravidão e a igualdade juridica, defendia a propriedade privada e os direitos fundamentais de todo homem, sendo estes o direito à vida, à propriedade e à liberdade.

Vários filósofos são citados pelas provas do ENEM como teóricos iluministas e suas respectivas idéias, sendo alguns deles:
- Francis Bacon: Defensor da busca do saber humano, criador do método para adquirir o conhecimento, no qual o homem deve estudar as diferentes circunstancias em que ocorre certo fenomeno, estudando as relações entre estas, com o objetivo de entender o fenomeno por um todo.
- John Locke: Teórico inglês, pai do iluminismo, afirmava que o conhecimento do homem é construído a partir das experiencias, propunha a soberania do poder legislativo, ao contrário da monarquia em que o executivo é soberano, defensor das 3 necessidades básicas humanas citadas acima.
- Voltaire: Defensor da liberdade de expressão, isolado na Inglaterra por suas criticas contra a igreja católica, defensor no entanto do Despotismo Esclarecido, em que era contra a toda manifestação popular com o objetivo de reforma politica, mas a reforma deveria vir do Estado, isto realmente ocorreu em várias monarquias da época, como em Portugal, com o Marquês de Pombal, Rei Carlos III da Espanha, Frederico II da Prússia, em suma, era uma forma de monarquia que priorizava a razão, seguindo preceitos iluministas.
- Jean Jacques Rosseau: Um dos filósofos mais citados, citava que o homem é naturalmente bom, a sociedade o corrompe, considerado precursor do socialismo utópico, ia na contramão de Locke ao afirmar que as desavenças envolvendo a propriedade privada era o responsável pela corrupção humana.
- René Descartes: Defendia a razão como unico caminho para o verdadeiro conhecimento cientifico. Destaque por utilizar um raciocinio logico-cientifico para tentar provar a existencia de Deus.
- Denis Diderot e Jean d'Alembert: criadores da primeira enciclopédia, reunião de artigos sobre todos os temas do mundo.

Junto com o liberalismo político, é pregado o liberalismo economico, teoria desenvolvida por economistas iluministas que defendem a idéia da intervenção NULA do estado na economia, é deles a frase "Deixai fazer, deixai passar", a economia se auto regularia pelas leis da oferta e da procura, livre cambio, e livre concorrencia, o valor do salário deveria ser um fruto de uma discussão entre o trabalhador e o capitalista. Esta teoria fora adotada pelos EUA e a Inglaterra e dominaria o mundo até a crise de 1929, no pós primeira guerra quando ambas as economias foram à falencia, quando seria feito o "Big Deal", mas isto é outra história.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

História - Renascimento e formação das Monarquias Nacionais

O renascimento do comércio, a formação dos burgos, e a peste negra e seu controle marcam o fim de um dos períodos mais sombrios da história humana, a Idade Média, inicia-se então, o movimento que mudaria o mundo como era visto, e que até hoje temos suas influencias e o admiramos, é o Renascimento humano, o primeiro movimento de predominio da razão após Cristo, com o homem demonstrando confiança na ciencia e uma vontade de viver independente da religião.

Iniciado pelos burgueses, o chamado Movimento Comunal se destinou a libertar as cidades do controle dos senhores feudais por meio das Jaqueries (revoltas servis contra os senhores feudais), guerras ou indenizações, conseguindo então a Carta de Franquia, documento que garantia às cidades a sua autonomia.

O renascimento é caracterizado pelo crescimento urbano, e todo crescimento requer organização, o comércio passou a se organizar em Guildas, sendo estas corporações de mercadores locais semelhantes a cartéis, com o objetivo de regulamentar o preço sobre os produtos e controlar a concorrencia estrangeira. E Corporações de Oficio, associações de artesãos que viriam a formar as manufaturas. Alem de é claro, o trabalho assalariado.

A volta das cidades gerou uma volta tambem das monarquias, foi vantajoso para os burgueses fazer uma aliança com os reis para obter um controle mais amplo do comércio, alem de facilita-lo, unificando os impostos, moeda e o sistema de pesos e medidas. 

A monarquia trazia impostos, é claro, mas atendeu aos desejos dos nobres e dos burgueses. Aos nobres concedendo cargos e posições privilegiadas no reinado, e aos burgueses promovendo a proteção do mercado interno contra mercadorias estrangeiras, e a toda população com a formação de um exército comum que defendesse o território nacional. 

Este tipo de organização política iniciou-se por volta do século XII e duraria até o século XVII, com o inicio de movimentos liberais que culminariam com o fim ou a perda de poderes da monarquia.

Leia também sobre a Idade Média


domingo, 8 de setembro de 2013

História - Francos, Feudalismo e Baixa Idade Média

O império Romano deu lugar ao império Franco, os invasores Francos, da dinastia Merovingia, liderados por Clóvis, conseguiram uma série de conquistas em toda a europa ocidental, e contou ainda com um fator que fortaleceu ainda mais o seu domínio, o apoio da Igreja Católica. O império Carolingio oficializara o cristianismo como religião oficial e assim garantiu o controle ideológico sobre os dominados.

Sob o governo de Carlos Martel, a aliança com a igreja foi novamente reafirmada na chamada Batalha de Poitiers, entre os Francos e Otomanos, em combate à invasão islamica na europa, segundo estudiosos, se não fosse esta batalha, toda a Europa ocidental poderia ter sido convertida ao islamismo. Childerico III encerraria a dinastia Merovingia e daria lugar à Carolingia, com Pepino, o Breve, que expulsaria os mouros da Europa e reafirmaria a aliança com a Igreja Católica cedendo ainda terras à esta (território que viria a se tornar o Vaticano)

O sucessor na dinastia, Carlos Magno, fortalecera o militarismo no império com as expansões territoriais, estabelecendo laços de fidelidade com os seus guerreiros doando terras, atitude que viria a formar o feudalismo.

Após sucessões, com a morte de Luís, o Piedoso, a igreja dividira o império entre os seus filhos, o que causou uma descentralização politica, e um forte enfraquecimento da realeza, ocasionando então um fortalecimento da nobreza feudal (os proprietarios de terras da época de Carlos Magno). A invasão de outros povos pôs fim ao império franco, com uma retração do comércio devido à insegurança e instabilidade nas terras. A população se retrai para os feudos, em busca de proteção e subsistencia. Inicia-se então a Era Feudal.

O feudalismo era baseado em uma economia de base agrária, autosuficiente, com inexistencia de produção excedente, caracterizada pela relação Senhor -> Servo, e com estrutura latifundiária (feudo). O poder no território europeu passa a ser então descentralizado, nas relações politicas destacam-se as de soberania e vassalagem, sendo esta uma relação entre o senhor feudal e cavaleiros menores, que recebiam terras dos senhores e lhes deviam fidelidade em batalhas e guerras. Nas relações verticais, ou seja, de senhor para servo, destacam-se várias obrigações servis, entre elas:

  • Talha: todo servo deveria entregar parte de sua produção no mansu servil (parte do feudo destinado ao servo) ao senhor feudal.
  • Corveia: trabalho compulsório no mansu senhorial (terras do senhor) em parte da semana
  • Banalidades: aluguel de equipamentos pelos servos
  • Capitação: imposto per capita
  • Albernagem: todo servo era obrigado a hospedar senhores feudais e sua comitiva durante as viagens pelos feudos
  • Dizimo: imposto revertido à igreja
A igreja católica manteve uma forte influencia nesta época, em troca do controle ideológico sobre os servos para se conformarem com sua situação de servidão e miséria, os senhores feudais doavam riquezas e terras a esta que só enriquecia. A população aumentava, e a produção nao dava conta, com o fim das invasões estrangeiras veio tambem a peste negra, que encontrando uma população extremamente enfraquecida fez um estrago, dizimando cerca de 1/3 da população da época. Isto ocasionou a expulsão de excedentes populacionais dos feudos e uma retomada das cidades e do comércio, os chamados burgos, começaram a se formar e deram origem as primeiras novas cidades.
 
Com uma inovação tecnologica  nas técnicas de cultivo, como moinhos hidraulicos, arados de ferro e etc, ocorreu a geração de uma produção excedente, e com o fortalecimento do comércio, popularizou-se a moeda como base do comércio e de uma estratificação social em que se destacam os comerciantes denominados: Burgueses.
 
O homem após a peste negra começou a questionar a ideologia católica, a questionar a situação de miséria e pobreza e completo abandono divino. Ele começa a explorar a natureza e dela extrair tecnologia e conhecimento, o homem agora quer viver. Isto caracteriza o fim da Baixa Idade Média, e o inicio da Renascença.
 
 
Leia tambem sobre os Romanos

sábado, 7 de setembro de 2013

História - Roma

Segundo a lenda sua fundação pelos irmãos-lobo Romulo e Remo ocorreu em 753 a.C., porem, a arqueologia moderna corrige este numero para 1000 a.C. Independentemente da data, o império Romano foi o maior império já existente na história antiga.

Inicialmente ocupando a peninsula itálica, e contando com um principio de superpopulação em Roma, a nação monárquica que era precisou se expandir para garantir o abastecimento e os escravos, dos séculos III a I a.C, iniciam-se as Guerras Púnicas, entre Roma e Cartago, em busca do controle da Sicília e do comércio no Mar Mediterrâneo, o então império Romano começa a se expandir, e ocupa a Macedônia, Siria, Grecia, Egito, a Peninsula Ibérica e a Gália.

A expansão no entanto trouxe suas consequencias, o dominio do comércio e o sucesso nas guerras trouxe riquezas aos grandes proprietários romanos, estes beneficiados pelo império por ajudarem nas conquistas com fundos e homens, e com isso os pequenos proprietários foram à ruína. Um êxodo rural trouxe toda a população para as cidades, Roma, na época do alto império, tinha uma população de 56,8 milhões de habitantes segundo estimativas, para se ter idéia, a cidade mais populosa do mundo hoje gira em torno dos 15 milhões de habitantes.

A entrada massiva de escravos e o empobrecimento da plebe devido à falta de emprego e a baixa remuneração (era mais vantajoso comprar escravos para trabalhar) a economia Romana entrou em crise. Uma crise gerada pelo superávit de produção e pela falta de mercado de consumo, pois a população em maioria era composta de escravos conquistados nas diversas e inúmeras guerras por território, alem da população pobre e desempregada.

Associada a uma crise na Pax Romana, a paz fronteiriça ameaçada pela grande extensão do império e pelas invasões de povos barbaros cada vez mais frequentes, expulsos de suas terras ou em ameaça pelo império Mongol que crescia no oriente, o império Romano entra em crise, dividido em Império Romano do Ocidente e Império Romano do Oriente pelo imperador Teodósio em 353 d.C.


Chega ao fim a parte ocidental do império Romano, a parte oriental, só viria a se desfazer por volta dos séculos XIV-XV.

É importante relembrarmos alguns imperadores romanos e seus feitos:

  • Diocleciano (284-385): criou a Lei do Máximo, para congelar os preços e controlar a inflação. 
  • Constantino (313-337): deu liberdade de culto aos cristãos, religião cada vez mais crescente no meio do império, considerado até então pagão, com uma religião baseada no antropomorfismo clássico, criação de uma segunda capital, Constantinopla, e criação da Lei do Colonato, uma tentativa de empregar a população no campo semelhante ao sistema feudal
  • Teodósio (378-395): Oficialização do cristianismo e divisão do Império em Ocidental (capital em Roma) e Oriental (capital em Constantinopla)
As invasões barbaras foram realizadas por varios povos, Hunos,  Visigodos, Suevos, Anglo-Saxões, Francos, Vandalos e Ostrogodos são exemplos. Criando então uma divisão do territorio europeu com base em origens étnicas e que posteriormente seria a base para a formação das monarquias nacionais.


Por Victor Marotta

Leia tambem sobre os Gregos e também sobre a Questão Síria

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

História - Gregos

Uma das civilizações mais famosas e mais retratadas da história humana, os Gregos eram habitantes da região do peloponeso, uma região de relevo extremamente acidentado com poucos solos férteis. Devido à isto, esta civilização se destacou pelo desenvolvimento intenso do comércio marítimo e
 pelas guerras em defesa da pouca terra que havia. Era um sociedade escravista, onde a inicio o escravo assim se tornava por ser prisioneiro em guerra ou por dívida.

O modelo político grego, anteriormente citado no contexto mesopotâmico, era o das "Polis", cidades-estado politicamente independentes que até guerreavam esporadicamente entre si, durante toda a história, as cidades gregas só se uniram sob dois propósitos, guerras e ameaças de forças externas, e as Olimpíadas.

A Grécia antiga influenciou em vários aspectos a vida contemporanea, entre estas influencias destacam-se a Filosofia, Matemática, Física, Quimica, Arquitetura, Literatura, Artes Plásticas, Medicina, Astronomia, a própria História como ciencia, a Geometria e o Teatro.

Uma das cidades de destaque por sua tradição guerreira, Esparta era constituida por uma sociedade oligárquica resultante de uma união de tribos Dorias, basicamente estratificada nas seguintes camadas: Espartiatas, os detentores de poder politico, religioso (antropocentrismo) e militar, Periecos, que eram os estrangeiros, comerciantes e artesãos, sem direitos políticos, portanto submetidos à autoridade do Espartíata, e os Hilotas, camponeses servos do estado e oprimidos pelos espartanos.

A questão militar Espartana se justifica pela sua posição e origem, localizada na península do peloponeso, era uma das poucas Polis que tinham terras agricultáveis, sendo necessária então uma constante defesa de ataques externos com o objetivo de conquistarem estas terras. Alem do histórico guerreiro do povo indo-europeu Dórico.

Talvez a mais conhecida, Atenas, se tornara o berço da democracia moderna, localizada na região Ática e formada pela união de povos Aqueus, Eólios e Jônios, teve sua sociedade redefinida e estratificada pelo comércio intenso e especializado. A democracia, embora o sentido da palavra um poder comum, era restritiva à maiores de idade (maiores de 30 anos), filhos de pai e mãe Atenienses, e desecendentes de um dos três povos principais na sua formação, especialmente os Jônios.

Atenas passou por reformas politicas que valem a pena citar, a fim de atenuar conflitos sociais, sendo seus criadores e as mais importantes realizadas por:

  • Drácon: Primeiras leis escritas, severas
  • Sólon: Fim da escravidão por divida, Bulé (especie de senado), Eclésia (assembleia popular que votava nas leis da Bulé), e Helileu (tribunal judiciario)
  • Psístrato, Hiparco e Fípias: Realizaram obras publicas para gerar empregos e diminuir atritos
  • Lesgiladores: implantaram a democracia como relatada acima em Atenas
A Grécia sofreu vários conflitos que acabaram por sua ruína, entre elas, as Guerras Médicas, entre Gregos e Persas (dinastia Medopersa), ocasião que gerou a união da Grécia na liga de Delos, e derrocada persa mediante a supremacia naval e financeira de Atenas, os motivos que levaram aos medos invadir a Grécia foram a ambição nas rotas comerciais mediterraneas, obtenção de terras e obtenção de escravos.

Com o fim da Liga de Delos uma nova guerra eclode, a Guerra do Peloponeso levaria Atenas e Esparta ao combate, sendo que Esparta se opunha ao imperialismo ateniense sobre a Grécia, isto gerou uma crise da democracia nas cidades-estado gregas, e derrocada de Atenas. Segundo o historiador Rubim Alves, "A guerra do Peloponeso foi o suicidio da Grécia", frase essa que fez sentido pelo surgimento de Alexandre o Grande, que conquistou militarmente toda o peloponeso e promoveu o Helenismo, a fusão da cultura grega com a oriental.

Por Victor Marotta

Leia tambem em história o post anterior: Inicio das Civilizações

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

História - Inicio das civilizações humanas

Há alguns anos atrás, alguns humanóides, aspirantes a humanos, resolveram se juntar e criar uma civilização. Ou o que viria ainda a ser uma. De fato, já como Homo sapiens sapiens o animal SER HUMANO aprendeu que viver em sociedade era a melhor forma de se manterem vivos. A principio de conversa, sobre o pretexto da coleta mais eficaz e a proteção, porem, com o tempo, o homem aprendeu a plantar, e desde que ele passou a aprender a produzir a propria erva, os problemas humanos acabaram. Por um tempo.

A agricultura possiblitou ao homem se fixar na terra, tecnicamente chamado de sedentarização, este processo determinou o fim da era Paleolítica e deu inicio à era Neolítica, aproveitando os novos conceitos de humanidade gregária aprendidos na era passada, o homem passou a explorar a terra coletivamente, sem o conceito de propriedade privada, quase um comunismo, mas sem a bandeira vermelha.

Passado um tempo, o crescimento das comunidades, a modernização dos instrumentos para a agricultura, a descoberta do metal e com a geração de uma produção excedente iniciou-se o mercado de trocas de bens, e com a fartura que os novos humanos viviam começaram a surgir as civilizações. Estas, marcando a passagem do Neolitico para a Idade dos Metais.

Num lugar entre dois rios, Tigre e Eufrates, no umbigo do oriente médio, nascem as primeiras civilizações, dependentes da água para a sobrevivencia, a Mesopotamia se mostra o lugar ideal para o surgimento das primeiras grandes sociedades humanas do mundo. E com civilizações vem um bonus, as religioes e crenças, definitivamente antropomorficas e dominantes, com governos teocráticos em que o governante era a própria encarnação de um Deus. Que exemplo melhor para isso do que o Egito antigo?

O Egito, tambem conhecido como a dádiva do Nilo, não é uma civiilização mesopotamica apesar de servir de exemplo, como o próprio nome diz, nasceu as margens do grande Rio Nilo, com economia de base agrícola, beneficiada pela fertilidade das margens após os períodos de cheia do rio, atividades coletoras ainda remanescentes, criação de animais e atividades artesanais, o Egito se destacou como um dos primeiros e maiores impérios da região. A cultura hierárquica, escravocatra e teocrata elevava o Faraó ao estado de Deus, e para eles eram construídos templos, pirâmides para servirem de sarcófagos, esfinges e de quebra, surgem os hieroglifos, de fato, um simbolo da antiguidade para todos os que se interessam por história.

De volta a Mesopotamia, a sociedade se organizara em estados independentes politicamente, o inicio das cidades-estado depois adotadas na Grécia antiga. Foi tambem lá onde surgiu o primeiro tipo de escrita, a escrita cuneiforme, e tambem o primeiro código de leis do mundo, considerado a base para a fundação da primeira civilização, o Código de Hamurabi. A exemplo do Egito, as civilizações mesopotamicas, tambem eram antropomórficas, politeístas e demandavam templos, os famosos Zigurates.

Numa linha de sucessão, a Mesopotamia recebeu vários povos que obtiveram varios triunfos em termos tecnologicos e sociopolíticos, a começar pelos primeiros habitantes, os Sumérios, os Acádios, os primeiros a obterem uma centralização do poder, Anoritas e a fundação do primeiro império Babilônico, Assírios, e uma evolução nas técnicas de guerra e os Caudeus com a formação do segundo imperio Babilonico.

Uma parte da história que todo cristão deve conhecer, e que é concomitante a todos estes fatos, a Biblia, no velho testamento, relata a história da Palestina, onde dominava uma sociedade patriarcal, dominada por um tipo tribal, com juízes como governantes, uma excessão à regra por serem monoteístas (um unico Deus). Sofrendo o dominio do império Babilonico e causando o exodo ao Egito e posterior diáspora judaica. Que só se resolveria em um tempo não muito distante de hoje.


Por Victor Marotta