Há alguns anos atrás, alguns humanóides, aspirantes a humanos, resolveram se juntar e criar uma civilização. Ou o que viria ainda a ser uma. De fato, já como Homo sapiens sapiens o animal SER HUMANO aprendeu que viver em sociedade era a melhor forma de se manterem vivos. A principio de conversa, sobre o pretexto da coleta mais eficaz e a proteção, porem, com o tempo, o homem aprendeu a plantar, e desde que ele passou a aprender a produzir a propria erva, os problemas humanos acabaram. Por um tempo.
A agricultura possiblitou ao homem se fixar na terra, tecnicamente chamado de sedentarização, este processo determinou o fim da era Paleolítica e deu inicio à era Neolítica, aproveitando os novos conceitos de humanidade gregária aprendidos na era passada, o homem passou a explorar a terra coletivamente, sem o conceito de propriedade privada, quase um comunismo, mas sem a bandeira vermelha.
Passado um tempo, o crescimento das comunidades, a modernização dos instrumentos para a agricultura, a descoberta do metal e com a geração de uma produção excedente iniciou-se o mercado de trocas de bens, e com a fartura que os novos humanos viviam começaram a surgir as civilizações. Estas, marcando a passagem do Neolitico para a Idade dos Metais.
Num lugar entre dois rios, Tigre e Eufrates, no umbigo do oriente médio, nascem as primeiras civilizações, dependentes da água para a sobrevivencia, a Mesopotamia se mostra o lugar ideal para o surgimento das primeiras grandes sociedades humanas do mundo. E com civilizações vem um bonus, as religioes e crenças, definitivamente antropomorficas e dominantes, com governos teocráticos em que o governante era a própria encarnação de um Deus. Que exemplo melhor para isso do que o Egito antigo?
O Egito, tambem conhecido como a dádiva do Nilo, não é uma civiilização mesopotamica apesar de servir de exemplo, como o próprio nome diz, nasceu as margens do grande Rio Nilo, com economia de base agrícola, beneficiada pela fertilidade das margens após os períodos de cheia do rio, atividades coletoras ainda remanescentes, criação de animais e atividades artesanais, o Egito se destacou como um dos primeiros e maiores impérios da região. A cultura hierárquica, escravocatra e teocrata elevava o Faraó ao estado de Deus, e para eles eram construídos templos, pirâmides para servirem de sarcófagos, esfinges e de quebra, surgem os hieroglifos, de fato, um simbolo da antiguidade para todos os que se interessam por história.
De volta a Mesopotamia, a sociedade se organizara em estados independentes politicamente, o inicio das cidades-estado depois adotadas na Grécia antiga. Foi tambem lá onde surgiu o primeiro tipo de escrita, a escrita cuneiforme, e tambem o primeiro código de leis do mundo, considerado a base para a fundação da primeira civilização, o Código de Hamurabi. A exemplo do Egito, as civilizações mesopotamicas, tambem eram antropomórficas, politeístas e demandavam templos, os famosos Zigurates.
Numa linha de sucessão, a Mesopotamia recebeu vários povos que obtiveram varios triunfos em termos tecnologicos e sociopolíticos, a começar pelos primeiros habitantes, os Sumérios, os Acádios, os primeiros a obterem uma centralização do poder, Anoritas e a fundação do primeiro império Babilônico, Assírios, e uma evolução nas técnicas de guerra e os Caudeus com a formação do segundo imperio Babilonico.
Uma parte da história que todo cristão deve conhecer, e que é concomitante a todos estes fatos, a Biblia, no velho testamento, relata a história da Palestina, onde dominava uma sociedade patriarcal, dominada por um tipo tribal, com juízes como governantes, uma excessão à regra por serem monoteístas (um unico Deus). Sofrendo o dominio do império Babilonico e causando o exodo ao Egito e posterior diáspora judaica. Que só se resolveria em um tempo não muito distante de hoje.
Por Victor Marotta
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