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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

História - Gregos

Uma das civilizações mais famosas e mais retratadas da história humana, os Gregos eram habitantes da região do peloponeso, uma região de relevo extremamente acidentado com poucos solos férteis. Devido à isto, esta civilização se destacou pelo desenvolvimento intenso do comércio marítimo e
 pelas guerras em defesa da pouca terra que havia. Era um sociedade escravista, onde a inicio o escravo assim se tornava por ser prisioneiro em guerra ou por dívida.

O modelo político grego, anteriormente citado no contexto mesopotâmico, era o das "Polis", cidades-estado politicamente independentes que até guerreavam esporadicamente entre si, durante toda a história, as cidades gregas só se uniram sob dois propósitos, guerras e ameaças de forças externas, e as Olimpíadas.

A Grécia antiga influenciou em vários aspectos a vida contemporanea, entre estas influencias destacam-se a Filosofia, Matemática, Física, Quimica, Arquitetura, Literatura, Artes Plásticas, Medicina, Astronomia, a própria História como ciencia, a Geometria e o Teatro.

Uma das cidades de destaque por sua tradição guerreira, Esparta era constituida por uma sociedade oligárquica resultante de uma união de tribos Dorias, basicamente estratificada nas seguintes camadas: Espartiatas, os detentores de poder politico, religioso (antropocentrismo) e militar, Periecos, que eram os estrangeiros, comerciantes e artesãos, sem direitos políticos, portanto submetidos à autoridade do Espartíata, e os Hilotas, camponeses servos do estado e oprimidos pelos espartanos.

A questão militar Espartana se justifica pela sua posição e origem, localizada na península do peloponeso, era uma das poucas Polis que tinham terras agricultáveis, sendo necessária então uma constante defesa de ataques externos com o objetivo de conquistarem estas terras. Alem do histórico guerreiro do povo indo-europeu Dórico.

Talvez a mais conhecida, Atenas, se tornara o berço da democracia moderna, localizada na região Ática e formada pela união de povos Aqueus, Eólios e Jônios, teve sua sociedade redefinida e estratificada pelo comércio intenso e especializado. A democracia, embora o sentido da palavra um poder comum, era restritiva à maiores de idade (maiores de 30 anos), filhos de pai e mãe Atenienses, e desecendentes de um dos três povos principais na sua formação, especialmente os Jônios.

Atenas passou por reformas politicas que valem a pena citar, a fim de atenuar conflitos sociais, sendo seus criadores e as mais importantes realizadas por:

  • Drácon: Primeiras leis escritas, severas
  • Sólon: Fim da escravidão por divida, Bulé (especie de senado), Eclésia (assembleia popular que votava nas leis da Bulé), e Helileu (tribunal judiciario)
  • Psístrato, Hiparco e Fípias: Realizaram obras publicas para gerar empregos e diminuir atritos
  • Lesgiladores: implantaram a democracia como relatada acima em Atenas
A Grécia sofreu vários conflitos que acabaram por sua ruína, entre elas, as Guerras Médicas, entre Gregos e Persas (dinastia Medopersa), ocasião que gerou a união da Grécia na liga de Delos, e derrocada persa mediante a supremacia naval e financeira de Atenas, os motivos que levaram aos medos invadir a Grécia foram a ambição nas rotas comerciais mediterraneas, obtenção de terras e obtenção de escravos.

Com o fim da Liga de Delos uma nova guerra eclode, a Guerra do Peloponeso levaria Atenas e Esparta ao combate, sendo que Esparta se opunha ao imperialismo ateniense sobre a Grécia, isto gerou uma crise da democracia nas cidades-estado gregas, e derrocada de Atenas. Segundo o historiador Rubim Alves, "A guerra do Peloponeso foi o suicidio da Grécia", frase essa que fez sentido pelo surgimento de Alexandre o Grande, que conquistou militarmente toda o peloponeso e promoveu o Helenismo, a fusão da cultura grega com a oriental.

Por Victor Marotta

Leia tambem em história o post anterior: Inicio das Civilizações

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