Os mapas foram criados com o objetivo de
acumular toda a experiência e
conhecimento do homem acerca do ambiente e regiões em que vive. A partir do
descobrimento de novas terras e ilhas, o homem aperfeiçoou seus registros de
regiões. Os primeiros mapas criados mostravam pequenas regiões da Europa em que
os homens conheciam. No século XV, as monarquias absolutistas europeias
precisavam ampliar seu mercado consumidor além de obter novas matérias-primas
para sua burguesia em franca expansão. As grandes navegações tiveram, então,
diferentes trajetos e significaram ampliação do conhecimento cartográfico da
época.
Os mapas fabricados na época das grandes
navegações se adequavam a estrutura sociopolítica de seu respectivo país. O
mais famoso exemplo é o mapa cartográfico de Mercator, no qual é cilíndrico e
equidistante, respeitando a forma mas modificando a área, dando a impressão de
que a Europa é maior do que realmente é (contexto político).Existe também os
mapas cônicos distorcendo regiões distante das Zonas Temperadas. Os
cilíndricos distorcem regiões distantes da Zona Intertropical. Já os azimutais, distorcem regiões distantes dos Polos.
Em certo momento da história, o homem teve que “dividir” os mapas e
adequá-los à expansão da tecnologia e velocidade de informação. Surgiram então
fusos horários e as escalas. Cada fuso horário corresponde a 15º de 360º do
globo terrestre e a 1 hora de 24 horas ( 1 dia). Alguns países não respeitam a
divisão científica e adequam os fusos e os horários oficiais de seus países de
modo a facilitar os transito de serviços e pessoas. Um exemplo é a china que
teria muito mais fusos do que apresenta realmente.
O Brasil apresenta 3 fusos
horários (antigamente eram 4). O fuso oficial do Brasil é -3 GMT (Greenwich Mean Time). Essa
numeração corresponde a referência de que o fuso 0º fica na Europa, mais
especificamente na Inglaterra. À esquerda é “negativo” e à direita é “positivo”.
Para cálculos de
fusos, basta somar os graus para mesmo hemisfério longitudinal ou diminuir para
diferentes hemisférios, seguido de uma divisão por 15° e por ultimo somar o
resultado da divisão com a quantidade de horas de voo (ou o respectivo meio de
transporte utilizado). Com relação às escalas, existem dois tipos usualmente
comuns: gráfica e numérica. Um exemplo da aplicação da numérica é : 1:1000, ou
seja, 1cm no mapa equivale a 1000 cm na realidade. A escala gráfica é utilizada
por meio de símbolos e são de fácil percepção em um mapa. Segue em anexo, um vídeo sobre conteúdos não ditos, servindo como auxílio no estudo cartográfico.
Ps: O vídeo não é de minha autoria, agradecimentos ao canal AulaLivre.
Veja também o post anterior sobre A Estrutura Da Terra.
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