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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Geografia - Controle De Natalidade E Estrutura Etária

    Por vários momentos, estudiosos demográficos fizeram teorias sobre crescimento, distribuição e vida das pessoas pelo mundo, mas algumas delas tiveram importante papel e plano de fundo por moverem os alicerces da comunidade científica de suas respectivas épocas, além de relacionarem com contextos políticos.
    No final do século XVIII, na Inglaterra, começando sua revolução industrial, Tomas Malthus criou uma teoria demográfica baseada em seus estudos sobre a população da Inglaterra na época. Ele disse que a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética. Significa que não há alimentos para toda a população. Nesse ponto que foi seu erro. Ele não contava com a revolução agrícola no século seguinte, através da mecanização do campo. Atualmente, o planeta produz alimentos para 9 milhões de pessoas. O que é ainda precário é a distribuição, por isso a grande parcela de pobreza vigente. Como solução propunha o controle da natalidade para “acabar com esse problema”.
     A segunda teoria se refere a criada na universidade de Chicago no começo do século XX, o neomathusianismo. Ela dizia que o crescimento populacional decorre da pobreza, ou seja, o crescimento populacional é consequência da pobreza. Como solução, também propunham o controle da natalidade. Essa teoria está relacionada ao contexto político da época, porque era vantajoso para os EUA terem parceiros econômicos que não desviassem verbas do governo que seriam em industrias e mercado para solucionar a pobreza.
     A terceira teoria é a “reformista”. Ela dizia que a pobreza é causa do subdesenvolvimento e não consequência como diziam os neomalthusianistas. Desse modo, propunham investimentos em educação, transporte, infraestrutura urbana e saúde como solução, desse modo criariam cidadãos capacitados e mão-de-obra especializada, assim a população teria bons salários e boa qualidade de vida.
     Agora iremos comentar um pouco a respeito da estrutura etária.
     Os gráficos sobre a estrutura etária são majoritariamente pirâmides que revelam o nível de desenvolvimento de um país baseado no número de pessoas em cada etapa da vida (jovem, adulto e idoso).
     Uma pirâmide característica de países subdesenvolvidos é aquela que apresenta uma base larga e topo estreito, revelando alta taxa de natalidade e baixa expectativa de vida, revelando também grande número de pessoas vivendo em áreas rurais. Uma pirâmide de país desenvolvido é aquela representada por uma base estreita e topo largo, revelando baixa taxa de natalidade e alta expectativa de vida, mostrando a grande inserção de mulheres no mercado de trabalho, alto nível de educação e planejamento familiar.
     O Brasil apresenta pirâmide intermediária entre a de um país subdesenvolvido e desenvolvido. Sua população cresceu rápido em determinados períodos de sua história. Segue abaixo sua representação atual.
Veja também o post sobre Distribuição E Crescimento Populacional.

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