Por vários momentos,
estudiosos demográficos fizeram teorias sobre crescimento, distribuição e vida
das pessoas pelo mundo, mas algumas delas tiveram importante papel e plano de
fundo por moverem os alicerces da comunidade científica de suas respectivas
épocas, além de relacionarem com contextos políticos.
No final do século XVIII, na Inglaterra,
começando sua revolução industrial, Tomas Malthus criou uma teoria demográfica
baseada em seus estudos sobre a população da Inglaterra na época. Ele disse que
a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão
aritmética. Significa que não há alimentos para toda a população. Nesse ponto
que foi seu erro. Ele não contava com a revolução agrícola no século seguinte,
através da mecanização do campo. Atualmente, o planeta produz alimentos para 9
milhões de pessoas. O que é ainda precário é a distribuição, por isso a grande
parcela de pobreza vigente. Como solução propunha o controle da natalidade para
“acabar com esse problema”.
A segunda teoria se refere a criada na
universidade de Chicago no começo do século XX, o neomathusianismo. Ela dizia
que o crescimento populacional decorre da pobreza, ou seja, o crescimento
populacional é consequência da pobreza. Como solução, também propunham o
controle da natalidade. Essa teoria está relacionada ao contexto político da
época, porque era vantajoso para os EUA terem parceiros econômicos que não
desviassem verbas do governo que seriam em industrias e mercado para solucionar
a pobreza.
A
terceira teoria é a “reformista”. Ela dizia que a pobreza é causa do
subdesenvolvimento e não consequência como diziam os neomalthusianistas. Desse
modo, propunham investimentos em educação, transporte, infraestrutura urbana e
saúde como solução, desse modo criariam cidadãos capacitados e mão-de-obra
especializada, assim a população teria bons salários e boa qualidade de vida.
Agora iremos comentar um pouco a respeito
da estrutura etária.
Os gráficos sobre a estrutura etária são
majoritariamente pirâmides que revelam o nível de desenvolvimento de um país
baseado no número de pessoas em cada etapa da vida (jovem, adulto e idoso).
Uma pirâmide característica de países
subdesenvolvidos é aquela que apresenta uma base larga e topo estreito, revelando
alta taxa de natalidade e baixa expectativa de vida, revelando também grande
número de pessoas vivendo em áreas rurais. Uma pirâmide de país desenvolvido é
aquela representada por uma base estreita e topo largo, revelando baixa taxa de
natalidade e alta expectativa de vida, mostrando a grande inserção de mulheres
no mercado de trabalho, alto nível de educação e planejamento familiar.
O Brasil apresenta pirâmide intermediária
entre a de um país subdesenvolvido e desenvolvido. Sua população cresceu rápido
em determinados períodos de sua história. Segue abaixo sua representação atual.
Veja também o post sobre Distribuição E Crescimento Populacional.

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