Resumos, matérias, sínteses, enfim, tudo que possa cair no seu vestibular, com as crônicas estudantis do dia a dia de três vestibulandos prestes a explodir

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

História do Brasil - Período Colonial - Segunda Parte



            



          Holanda Recalcada
                      Invasões Holandesas

Para entender os motivos que levaram a Holanda a invadir o Brasil, é necessário antes conhecermos um pouco da história desse país que mesmo tão pequeno deu tanta dor de cabeça a Portugal. Ainda na Idade Média, a território hoje ocupado pelos holandeses se tornara uma região de intenso comércio, contando inclusive com uma feira, fazendo surgir uma classe burguesa poderosa. O êxodo causado pelas perseguições católicas aos judeus, na península Ibérica, levou esse pessoal manja dos monoteísmos a seguir viagem para os chamados países baixos. Muitos desses “fugitivos” eram bancários influentes e homens do comércio, o que fortaleceu ainda mais a classe burguesa da região.
            Quando uma pessoa tem grana e quer ganhar mais grana, o que ela faz? Ela investe, empresta dinheiro a juros, compra imóveis e sei lá mais o que, o negócio é ganhar mais dinheiro. Foi isso que os holandeses fizeram na Europa, tento grande importância inclusive nas lavouras de cana de açúcar, no nordeste brasileiro, ao emprestar dinheiro a Portugal. Porém, o poder econômico holandês não lhe dava soberania política, fazendo com que se submetessem à dinastia Habsburgo. Durante o governo de Filipe II, rei da Espanha e também de Portugal (na União Ibérica, lembram?), um grande movimento separatista terminou com a independência da Holanda, deixando o rei espanhol, português, (Espanhoguês, talvez, ou até mesmo Portunhês) puto da vida. O cara quase criou um bezerro. Como vingança, criou então o embargo espanhol, que visava limitar a participação holandesa nos negócios do açúcar brasileiro. A Holanda, é claro, odiou. Criou então a Companhia das Índias Orientais, para abrir o mercado oriental a produtos holandeses. Com o grande sucesso gerado pelo empreendimento, criou também a Companhia das Índias Ocidentais, para furar o bloqueio do rei Espanhoguês. Chegamos à parte legal: por meio dessas companhias, o governo holandês organizou a invasão do nordeste brasileiro. Tentaram primeiramente tomar a Bahia, que além de comportar grande parte da produção açucareira, era a sede do governo-geral. Conseguiram, em 1624, o que queriam, mas logo foram expulsos, em 1625, por grupos chefiados pela aristocracia. Mas não desistiram, e em 1930 atacaram conquistaram, com facilidade, Recife e Olinda, as principais cidades de Pernambuco. Surge assim o chamado Nordeste Holandês.
Olhem só uma gravura do cerco à Olinda:


            Apesar da relativa facilidade de tomar as cidades, não foi tão simples a conquista das áreas de engenho, que contavam com tropas portuguesas para sua proteção. Mas o objetivo foi alcançado, sendo a capitania de Pernambuco incorporada aos domínios Holandeses. A relação dos produtores de cana-de-açúcar com os novos senhores de engenho tornou-se muito boa, principalmente após a chegada do administrador do “Brasil holandês”, o conde Maurício de Nassau. Esse cara muito gente boa se aproximou dos produtores de cana por meio de medidas como: empréstimos aos prejudicados pela invasão, que havia gerado uma quebradeira do caramba; liberdade política e religiosa; garantia do direito à propriedade dos senhores de engenho. Além de tudo isso, Nassau ainda promoveu a urbanização da cidade de Recife, que passou a contar com pavimentação adequada, pontes, áreas de lazer, dentre outros.
            No entanto, a união Ibérica e desfez, em 1640, trazendo ao povo Português a autonomia que de certa forma havia sido roubada. Contando com a ajuda da Inglaterra, Portugal se reergueu. Mesmo assim a coroa lusa não tinha cash para expulsar os holandeses do Brasil. Na mesma época a Holanda se envolveu em conflitos contra a Inglaterra, o que gerou enormes perdas aos cofres holandeses. Sem dinheiro, o governo holandês se viu obrigado a aumentar impostos no nordeste do Brasil, juntamente com os juros cobrados pelos empréstimos além de diversas outras coisas que corroeram a boa relação existente entre a aristocracia rural nordestina e a Companhia das Índias Ocidentais. Mesmo sem contar com o apoio lusitano, os nordestinos reuniram forças contra a opressão holandesa, em 1645, e em 1654 expulsaram os mesmos. Foi a chamada Insurreição Pernambucana. Isso não significou, porém, a retomada imediata da economia açucareira, pois lá se fora um importante investidor. A Holanda, todavia, começou a investir no açúcar, a partir das experiências aqui acumuladas, nas Antilhas. Surge então um concorrente para o açúcar brasileiro.

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