Resumos, matérias, sínteses, enfim, tudo que possa cair no seu vestibular, com as crônicas estudantis do dia a dia de três vestibulandos prestes a explodir

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Física Elétrica - + de Campo e Força elétrica

Para o aprendizado de exatas, nada melhor do que exemplificar as aplicações, exemplificaremos aqui a teoria apresentada no post Força e Campo Elétrico de ontem.

Para entender os exercicios abaixo sugiro a leitura de Vetores
Ex.: (PUC-SP) Seis cargas elétricas puntiformes encontram-se no vácuo fixas nos vértices de um hexágono de lado l. As cargas têm mesmo módulo, |Q|, e seus sinais estão indicados na figura.

Dados: constante eletrostática do vácuo = k = 9,0 ·10 N · m/C; L = 3,0 · 10 cm; |Q| = 5,0 · 10 C.
No centro do hexágono, o módulo e o sentido do vetor campo elétrico resultante são, respectivamente:
a) 5,0 · 10 N/C; de E para B.
b) 5,0 · 10 N/C; de B para E.
c) 5,0 · 10 N/C; de A para D.
d) 1,0 · 10 N/C; de B para E.
e) 1,0 · 10 N/C; de E para B.

Resolução:
Observe que o sistema conta com 6 cargas puntiformes (massa desprezivel portanto nao lidamos com a Força Peso) fixadas no vácuo (não se movimentam e não tem influencia de fatores externos). Cada carga gerará um campo elétrico de acordo com seu sinal.
Carga A -> Vetor saindo, ou seja, na direção de D
Carga B -> Vetor entrando, ou seja, puxando na direção de B
Carga C -> Vetor entrando, ou seja, puxando na direção de C
Carga D -> Vetor saindo, na direção de A
Carga E -> Vetor saindo, na direção de B
Carga F -> Vetor entrando, puxando para F

Desenhando os vetores, temos a seguinte situação
Como estamos tratando de um hexágono REGULAR podemos dizer que a distancia entre todas as cargas são iguais, como as cargas tem um mesmo módulo, então a força que cada uma delas exerce (e consequentemente o Campo) tem tambem o mesmo módulo. Portanto
|Ea|=|Eb|=|Ec|=|Ed|=|Ee|=|Ef|
Sabemos que vetores de mesmo módulo e direção, porem em sentidos opostos se anulam, portanto:
Ea se anula com Ed
Ec se anula com Ef
Sabemos tambem que vetores com mesmo sentido e direção para encontrarmos o vetor resultante devemos somar os seus valores, portanto:
Eresultante = Eb + Ee
Sendo Eb = Ee temos: 
Eresultante = 2E -> Er = kQ/l² -> Er = 9.10^9.5.10^-5.2/(3.10^-1)²
Er = 1,0 x 10^7 no sentido de E para B ]]
Resposta correta letra E

(Mackenzie/SP) Um pequeno corpo, eletrizado com carga -Q, descreve um movimento circular uniforme, de velocidade escalar v, em torno de um outro, eletrizado com carga +Q, supostamente fixo. O raio da trajetória descrita pelo primeiro corpo é r. Se esse mesmo corpo descrever seu movimento numa trajetoria de raio 2r, sua velocidade escalar sera?


Na situação 1, temos o móvel se movendo com velocidade v com um raio r, observe que temos 2 cargas, portanto utilizaremos o conceito de força elétrica como a força que gera a curva do móvel, ou seja, força centrípeta.

A força centrípeta é dada pela formula Fc = mv²/r, a força elétrica pela Fe = kQq/d², em que d = r

Igualando a força centripeta à elétrica pois são equivalentes, e isolando a velocidade temos:
Fe = Fc -> kQq/r² = mv²/r -> v = √kQq/mr

Façamos o mesmo na segunda situação, porem utilizando o raio igual a 2r
kQq/4r² = mv'²/2r -> v' = √2kQq/4mr -> √2/2 x √kQq/mr (que é igual a v)
LOGO: v' = √2/2 x v ]]






Vetores

Vetor é uma forma de representação para toda grandeza que apresenta um valor (módulo) uma direção e um sentido. São exemplos de grandezas vetoriais a força mecanica, força elétrica e a aceleração. Representamos eles por um segmento de reta.

A aplicação mais utilizada dos vetores é sobre como podemos achar a resultante.

Resultante vetorial é o resultado da soma dos vetores ou da diferença entre eles, dependendo do seu sentido e direção.

SOMA VETORIAL
Quando temos dois vetores que não estão em sentidos opostos porem em direções diferentes podemos efetuar uma soma vetorial, esta soma se destina a encontrar o vetor resultante (em vermelho). O vetor resultante no caso se assemelha à fórmula do cosseno, porem o fator 2.a.b.cosx é POSITIVO.

DECOMPOSIÇÃO DE VETORES

Suponha a seguinte situação acima, onde temos o vetor A, representando a velocidade de um móvel, deseja-se achar a velocidade com que o móvel se move para cima, esta velocidade é representada pela projeção vertical do vetor, ou seja, a projeção deste no eixo y denominada na figura como Ay.

Se movermos a projeção para a direita temos a formação de um triangulo retangulo, portanto, podemos achar o valor de Ay e Ax podemos utilizar qualquer relação trigonométrica possivel.

Temos que A é a hipotenusa, Ay cateto oposto ao angulo, Ax cateto adjacente ao angulo, logo:
Ay/A = senx ; Ay = A.senx
Ax/A = cosx ; Ax = A.cosx

Ou seja, as operações vetoriais seguem SEMPRE as relações geométricas que se pode estabelecer entre estes.




História do Brasil - Período Colonial - Primeira Parte



            O período colonial brasileiro é longo para ser explicado em uma só postagem, porém vou dividi-lo em tópicos para facilitar o estudo. Aí vai o primeiro:
           
1 - Início da colonização

Os Portugueses chegaram ao Brasil em 1500, porém somente em 1530 começaram de fato a exploração, visto que o comércio com as Índias gerava lucros muito maiores que aqueles que as novas terras, à primeira vista, poderiam fornecer. O pau-brasil foi explorado pelo Estado lusitano até 1504, quando o mesmo passou a exploração da madeira para a iniciativa privada (Fernão de Noronha), afinal os lucros obtidos não eram grandes o suficiente para valer o trabalho. A mão de obra utilizada inicialmente foi a de índios, que recebiam como pagamento objetos como espelhos e outras porcarias sem valor algum. Após algum tempo os indígenas foram escravizados.
            Esse abandono por parte daqueles que nos “descobriram” foi revisto quando outros Estados nacionais ameaçaram a posse portuguesa. Além disso, devemos considerar que o ouro e a prata encontrados em grande quantidade pelos espanhóis despertaram interesses da monarquia, que, como já foi dito, iniciou o processo de colonização em 1530. O projeto de colonização das terras brasileiras começou com expedições que visavam povoar o local, onde posteriormente foi criada uma empresa produtora de açúcar, que era um produto já conhecido pelos portugueses. A submissão da colônia à metrópole caracterizou o Pacto Colonial.
            Em 1534 o território brasileiro foi dividido em 15 faixas de terras, as chamadas Capitanias Hereditárias. Essas foram entregues a 12 pessoas (óbvio que não era qualquer um que recebia, deveria ter no mínimo capacidade financeira para investimentos), os chamados Capitães Donatários. Cada capitão tinha, basicamente, quatro deveres, contidos no Foral (parte da documentação), é o chamado (por mim e mais uma meia dúzia de gato pingado) PPPC: Produzir, Povoar, Proteger e Catequizar. Mas o projeto não deu muito certo, pois alguns capitães (dez deles) simplesmente não deram conta do recado. Somente as capitanias de Pernambuco e de São Vicente não fracassaram.
            O fracasso das capitanias foi associado à descentralização do poder na colônia, o que seria resolvido com o Governo-Geral. A intenção da coroa era centralizar o poder, submetendo os donatários aos interesses portugueses. Além do cargo de governador-geral, foram criados ainda os cargos de capitão-mor (responsável pela defesa do território), ouvidor-mor (que comandava a justiça) e provedor-mor (responsável pelas finanças). As capitanias que foram abandonadas passaram ao controle do Estado luso, passando a se chamar Capitanias Reais. Após mais de dois séculos de modificações internas do governo-geral, as capinais foram transformadas em províncias.

            2 - Cana de açúcar, Portugal + Espanha.

            Para quem não entendeu seria: Plantação de Cana de açúcar e União Ibérica. Vamos ao que interessa: porque cana de açúcar? Porque não algodão? Tomate? Beterraba? Bem, o solo do nordeste brasileiro era (do verbo “não é mais porque ferraram com tudo por lá”) favorável, assim como o clima e a posição geográfica (proximidade do litoral, o que facilita o escoamento da produção para a metrópole, além da relativa proximidade da mesma).
            Como os custos para a implantação da lavoura canavieira eram muito altos e Portugal não tinha cash, onde foram pedir ajuda? Holanda! A dependência do capital holandês era tão grande que após algum tempo os lucros obtidos eram passados à Holanda quase que em sua totalidade, sendo assim o país de origem do nosso querido Seedorf arrecadou montantes de money.
            O sistema de produção era o de Plantation (Joel Santana curtiu isso). Era basicamente uma estrutura que girava em torno da monocultura, do latifúndio, escravidão e produção voltada para a exportação. Inicialmente optou-se pela escravização do nativo. Posteriormente foi substituído pelos africanos, o que merece certa atenção.
           
NOTA: Porque a substituição da mão de obra? Há quem diga que o negro é mais apto ao trabalho, que o indígena é preguiçoso e até mesmo que o negro africano estava acostumado a ser escravizado. ISSO TÁ ERRADO! Na verdade o trafico negreiro gerava lucros para a coroa lusa, além de trazer mão de obra.
Em termos de ENEM, que é o nosso foco no momento, não é necessário aprofundar mais na estrutura fundiária colonial, portanto vamos à União Ibérica.

A União Ibérica, como o próprio nome diz, foi a união entre os países ibéricos: Portugal e Espanha. Mas o que causou isso? Vejamos: Dom Sebastião, que sinceramente era um cara foda, morreu na batalha de Alcácer Quibir, em 1578 (olha que doidera, um rei que vai para a guerra com os soldados, merece meu respeito). Como não tinha herdeiros diretos, surgiu uma crise sucessória. Depois de muita discussão, o rei da Espanha, Filipe II assumiu o trono português, por ter parentesco com d. Sebastião (é claro que não foi numa boa, pacificamente, Filipe II invadiu Portugal). Mas Filipe II foi um cara legal, prometeu por meio do Juramento de Tomar que Portugal não seria anexado à Espanha, como dominado, nem as terras brasileiras seriam tomadas pelos Espanhóis. A união durou 60 anos. Mesmo assim a economia portuguesa sofreu fortes abalos, o que gerou um movimento de restauração liderado por d. João, coroado como rei de Portugal como Dom João VI, em 1640.
Na próxima postagem falaremos sofre as invasões estrangeiras. Até mais!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Filosofia De Um Vestibulando


         Caros colaboradores, venho por meio deste falar um pouco sobre um assunto que tenho pensado ultimamente e que não vejo comentários em outros sites. O assunto se refere ao comportamento de vestibulandos no último ano do ensino médio. Vamos a ele.
          O principal motivo de digitar essas palavras é para saber se somente eu possuo esses costumes e paranoias. Acredito que não.
            No período de férias, antes de começar o 3º ano médio, fiz diversos planos e me-tas para esse ano (estou cursando o 3º ano). Bom, a maioria eu estou cumprindo como estudar mais do que o ano passado, conversar menos e ler mais. O problema desses planos, e que eu não contava, era as paranoias e o estresse de esperar o tão sonhado ENEM.
               A evolução do conhecimento e visão de mundo que todo jovem de 16~18 passa é normal e esperada, mas a pressão que o vestibular exerce sobre os alunos, na minha opinião, não deveria existir. Possuímos pouca idade para ter tantas preocupações. Deveríamos nos preocupar em aproveitar esse período para enriquecermos nossa visão de mundo, mas o vestibular exige que estudos específicos e adequados sejam feitos. Até mesmo a própria escola costuma atrapalhar a absorção desse conhecimento. Não os culpo, mas um planejamento adequado é capaz de superar qualquer entrave. 
         Vejo meus amigos aflitos e com certo receio do vestibular. Esse fato prejudica a vivência e o comportamento das pessoas ocasionando geralmente em brigas, invejas e outros problemas. Diariamente vemos exemplos de suicídio tanto no Brasil como no exterior por parte dos jovens. No Japão, os alunos recebem tanta pressão, que não passar no vestibular é como ir para o inferno. Claro que existem aqueles alunos que não se preocupam com a prova, ou aqueles que preferem não estudar porque já possuem emprego garantido com os pais. Mas o fato é que mesmo nestas pessoas, há certa pressão. 
              Todo estudante deve levar a sério o vestibular e garantir que esteja em uma uni- versidade no próximo ano, mas algumas ações do governo, escola ou qualquer responsável pela educação apenas prejudicam o desenvolvimento do mesmo.
          Desse modo, algumas pessoas costumam usar "macetes" para que o vestibular chegue o mais rápido possível, sem deixar de estudar o máximo possível. Contar os dias ( como no lado direito desse blog) é uma forma. Se divertir com amigos e namoradas (o) nos fins de semana é outra forma. Existem até mesmo estranhos que fazem blogs para desabafar e ajudar no estudo (lembram de alguém?). Para aqueles que desejam um curso mais concorrido como medicina, essa diversão possui maior limite, uma pena.
             De qualquer modo, todos devem manter a calma e compostura, estudar muito,    mas não esquecer de se divertir também.
          Sobre assuntos familiares a "terceiroanistas" como festa de formatura, há    tanta discussão e brigas generalizadas que serei breve no comentário. Formatura não combina com vestibular. Talvez seja uma opinião própria por ser considerado "estranho" mas não vejo motivos para programar, gastar tempo procurando lugar, buffet e etc, para uma festa que dura 8 horas por exemplo. Se usassem esse tempo para estudar, não estaríamos com tantos déficits com relação a baixo nível de educação no Brasil (assunto para outro momento).
              Acho que já me alonguei bastante, tenho que ir dormir para acordar cedo e ir a escola. Afinal, faltam 46 dias, 12 horas, 14 min e alguns segundo para o ENEM. Até o próximo post !
                            
             
          

Fisica Elétrica - Força Eletrica e Campo Elétrico

A força elétrica, assim como a mecânica, é uma grandeza vetorial, ou seja, tem módulo, direção e sentido. O que difere a Força elétrica no entando, que chamaremos de Fe, é que a força elétrica é gerada sempre com a presença de duas cargas elétricas que se atraem ou se repelem de acordo com seu sinal e o Principio de DuFay. Podemos ter Fe pela expressão:

Fe = k.Q.q/d² 
Em que: Fe = Força Elétrica (N) 
             k = Constante eletrostática no meio, no vácuo, para fins de cálculos é utilizado o valor 9x10^9
             Q e q = Respectivamente as cargas envolvidas na ação
             d = Distancia entre as cargas

É interessante observarmos que a Força Elétrica é DIRETAMENTE PROPORCIONAL às Cargas elétricas envolvidas e INVERSAMENTE PROPORCIONAL à distancia. Isso significa que quanto mais carregado um corpo estiver, maior força ele exercerá sobre outro e vice versa, segundo o principio da ação e reação. E quanto mais um corpo estiver longe do outro, menos força ele exercerá sobre este último.

Já o campo elétrico tambem é uma grandeza vetorial, porem, ela independe da ação de uma segunda carga, ou seja, o campo elétrico (E) existe com a presença de qualquer carga geradora. As expressões de campo se caracterizam como força característica do campo / grandeza que gera o campo. A força nesse caso é a nossa Fe e a grandeza é a carga q, portanto:
E = Fe/q -> E = k.Q.q/d².q -> E = kQ/d²

 A representação do campo elétrico é feita com linhas de forças, sendo que elas tem o sentido SAINDO das cargas positivas e ENTRANDO nas cargas negativas.
O campo magnético pode ser comparado ao campo gravitacional para facilitar o entendimento. Observe:

O campo gravitacional da terra é gerado pela massa da terra, segundo a seguinte fórmula Cg = GM/d² em que G, à semelhança da constante eletrostática, é a constante de gravitação universal, e M a grandeza geradora de campo, no caso a massa da terra. O campo elétrico se assemelha a ela pois não é uma força visivel como a mecanica, porem é mensuravel e empirica.

Vejamos um exemplo de aplicação:

Uma gota de óleo de massa m e carga Q é lançada em uma região de campo elétrico uniforme E, conforme mostra a figura. 

Sob efeito do campo elétrico e da gravidade, a gota move-se para cima com velocidade constante. O módulo do campo elétrico é:

A gota de óleo sofre a ação de duas forças constantes, a Força Elétrica, gerada pelo campo elétrico (note que a gota de óleo apresenta uma carga Q) e a Força Gravitacional, ou Força Peso (pois possui uma massa M), como ela está se movendo com velocidade constante, podemos afirmar que a resultante no corpo é nula. Portanto, a soma das forças atuantes no corpo deve ser igual a zero.
Fp = mg
Fe = kQq/d² ou E.q pois E = F/q

Fp - Fe = 0 | Fp = Fe | mg = Eq | E = mg/q ]]






Geografia - Distribuição E Crescimento Populacional

    A sociedade contemporânea vem crescendo progressivamente com o tempo. No século XVIII e XIX, esse crescimento sofreu um grande impulso. Esse fato decorre dos avanços técnico-científicos promovidos pela revolução industrial, elevando o padrão de vida de muitas pessoas, apesar de formarem bolsões de pobreza através da péssima qualidade de vida dos operários.
    Existe uma grande diferença quando se fala nos conceitos de país populoso e país povoado. A primeira opção se refere a um país que possui um número absoluto de pessoas muito grande, como o Brasil. Já a segunda opção se refere ao número de pessoas por área. O país mais povoado é Mônaco. O país mais populoso é a China com 1 bilhão e 350 milhões de pessoas contra 1 bilhão e 200 milhões da Índia.
   Vamos falar agora sobre as nomenclaturas e conceitos de crescimento e distribuição de pessoas.
      Crescimento vegetativo é um índice medido através da diferença entre taxa de natalidade e a taxa de mortalidade. Taxa de natalidade é um índice que representa o número de nascimentos a cada grupo de mil pessoas. Taxa de mortalidade é um índice que representa o número do óbitos a cada mil pessoas.
     Um país, em termos de crescimento populacional, está sujeito a passar por 3 principais etapas. No começo, sua população é predominantemente rural e com isso, tem-se um alto índice de nascimentos ( porque no campo, filho é sinônimo de lucro, pelo trabalho) e um alto índice de mortes (péssimas condições de moradia e distância de hospitais). Com  o êxodo rural e o urbanização, a população continua seu crescimento exagerado mas seus índices de mortalidade caem em decorrência da melhoria de vida mesmo que vivendo em ambientes inapropriados na cidade. Esse período corresponde ao maior crescimento vegetativo da história de um país. Logo após esse período, as mulheres, que no campo não participavam efetivamente do trabalho, passam a trabalhar para ajudar na renda familiar. Desse modo, acabam preferindo não terem filhos, somado a criação de pílulas anticoncepcionais, a taxa de nascimentos cai exponencialmente. Com a melhoria de vida, sobretudo com educação de qualidade, saúde e transporte, além de saneamento básico, as famílias acabam optando por terem menos filhos, porque mesmo que no campo filho seja sinônimo de produção, na cidade é gasto. Nesse momento o planejamento familiar é posto em prática objetivando uma melhor qualidade de vida da população. Em uma quarto momento tem-se que a taxa de mortalidade é maior que a taxa de natalidade, revelando alto grau de desenvolvimento do respectivo país, no qual as pessoas optam por não terem filhos.
      No Brasil, o crescimento populacional ocorreu entre 1500~1808, 1808~1872 e 1872~2013. O primeiro período refere-se a ocupação do Brasil colônia e a respectiva exploração de recursos pela coroa portuguesa. O segundo período refere-se as correntes migratórias de europeus em decorrência da mudança da família real portuguesa para o Brasil e posterior investimento em infraestrutura na colônia. O terceiro período refere-se a várias etapas que passaram a população brasileira desde a criação do primeiro estudo demográfico brasileiro (1872) registrando 9 milhões de pessoas vivendo aqui.
     O mapa abaixo mostra a distribuição da população pelos países, repare na diferença entre disponibilidade territorial e quantidade de habitantes.
Veja também o post sobre Fontes De Energia.

História do Brasil - A Expansão Marítima Portuguesa



—"Ó glória de mandar! Ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos Fama!
Ó fraudulento gosto, que se atiça
C'uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldades neles experimentas!

Eis aqui uma passagem da obra Os Lusíadas, de autoria camoniana. O episódio narrado, protagonizado pelo Velho de Restelo, deixa evidente como Portugal, pelo menos na visão de Camões, ansiava por poder, glória, riquezas e fama. É evidente que o principal motivo das Grandes Navegações não foge muito disso, visto que, após chegar às terras hoje conhecidas como Brasil, a preocupação portuguesa era obter lucros com a “descoberta”. Mas chega de enrolação, vamos ao que interessa: A Expansão Marítima Portuguesa.
Essa história começa em 1492, quando um genovês chamado Cristovão Colombo (acredito que todos tenham ideia de quem estou falando) chegou ao continente americano. Sob ordens (eu diria patrocínio) da coroa espanhola, Colombo partiu da península ibérica rumando a oeste com o objetivo de chegar às Índias, traçando assim um novo caminho para o centro de comercialização de especiarias mais lucrativo até então.
NOTA: Até aquela época, acreditava-se que ao avançar mar adentro as embarcações encontrariam um precipício, onde as águas de todos os mares convergem, o que gerava medo nos marinheiro. Nesse ponto é válido dizer que Colombo foi muito corajoso (ou muito retardado, dependendo do ponto de vista) ao chamar para si a responsabilidade de navegar em águas inexploradas. Além disso, não era de conhecimento geral, a não ser de estudiosos que eram erroneamente ignorados, que a Terra era redonda. Dogmas religiosos alienavam a população a acreditar que o planeta era um plano, cujas extremidades seriam o precipício citado. Mais um joinha para Colombo, cujo pensamento era seguir para oeste, contornar o planeta e chegar às índias pelo leste.  
Mas porque dar uma volta gigantesca no mundo para chegar a um lugar tão perto, tão próximo da Europa? Simples: o comércio de especiarias passou a ser intermediado por árabes muçulmanos, que compravam o produto indiano e revendiam à Europa, encarecendo-o e reduzindo os lucros dos países europeus, que cuja alternativa seria dar a volta no sul do continente africano para comprar os produtos em primeira mão, o que foi feito por Vasco da Gama em 1497-1498, episódio que será citado depois. Após tomar conhecimento da descoberta de novas terras, a Espanha se declara dona de tudo, porém, Portugal, insatisfeito (puto da vida), cria uma crise diplomática que só é resolvida em 1494, com a assinatura do Tratado de Tordesilhas, definindo os limites de Terras Portuguesas e Espanholas da seguinte forma:

Falaremos rapidamente sobre Vasco da Gama. Gostaria muito de falar sobre o eterno vice-campeão, Vasco, mas não é ele que nos interessa nesse momento. Vasco da Gama foi um grande navegador que a partir de rotas traçadas por Bartolomeu Dias (que em 1488 contornou o sul da África, o chamado cabo das Tormentas, posteriormente rebatizado de Cabo da Boa Esperança) e Pero Covilhã (que alcançou Calicute através do mar Mediterrâneo) chegou finalmente às tão sonhadas Índias. Toda essa viagem é relatada na obra épica de Camões, Os Lusíadas.    
Dando continuidade ao assunto sobre as terras a oeste, há ainda, por mais incrível que pareça quem diga com toda certeza que o Brasil foi “descoberto”, pela coroa lusa, em 1500. Se foi uma “””“descoberta””” (sim, muitas aspas), por que delimitar as terras (Tratado de Tordesilhas-1494, já falei disso, mas não custa lembrar) antes de elas serem “””””descobertas”””””? É como tomar remédio antes de ficar doente! O povo brasileiro, salvo aqueles que tem mente aberta e inteligência o suficiente para reconhecer a importâncias de certas pessoas para a sociedade, tem uma terrível mania de chamar de “rei” ou de “ídolo” qualquer um que faz uma multidão gritar “gol” ou “independência ou morte”. Essa característica lamentável é herança lusitana. Em 1500, uma expedição com 13 embarcações e cerca de 1500 homens, comandados pelo nosso querido herói Pedro Álvares Cabral (não estou a dizer que Pedrinho foi ruim para o Brasil, minha intenção será exposta a seguir) partiu em direção às Índias. Porém, “acidentalmente” houve um pequeno desvio na rota, o que ocasionou na chegada portuguesa no lugar que posteriormente se tornou um país, que é de onde eu vos escrevo agora. Chegamos onde eu queria: Cabral levou o nome de descobridor do Brasil, mas ninguém sequer menciona Duarte Pacheco Pereira, que chegou por aqui em 1498 a mando da coroa lusitana e teve que de manter em sigilo o ocorrido já que o ponto onde ele aportou se encontrava em terras espanholas, na atual Amazônia. (Tratado de Tordesilhas, outra vez). Enfim, dizer que o Brasil foi descoberto é um equívoco, dizer que Cabral é um herói é um equívoco do tamanho do ferro que nosso país tomou do período colonial até a “”independência”” (aspas! Muitas aspas!), mas esses assuntos serão tratados nas próximas postagens.
NOTA-2: No ENEM não é prudente seguir a ideia de que muitas coisas que acontecem e aconteceram no país são frutos de mentiras, fraudes, etc. O governo é quem faz a prova, devemos estar do lado deles. Façam a prova como quem pensa nas duas frentes, como por exemplo: com a ideia de que Cabral foi um grande herói e ao mesmo tempo com o pensamento de que ele era somente um “pau mandado” da coroa lusa.

História - Renascimento e formação das Monarquias Nacionais

O renascimento do comércio, a formação dos burgos, e a peste negra e seu controle marcam o fim de um dos períodos mais sombrios da história humana, a Idade Média, inicia-se então, o movimento que mudaria o mundo como era visto, e que até hoje temos suas influencias e o admiramos, é o Renascimento humano, o primeiro movimento de predominio da razão após Cristo, com o homem demonstrando confiança na ciencia e uma vontade de viver independente da religião.

Iniciado pelos burgueses, o chamado Movimento Comunal se destinou a libertar as cidades do controle dos senhores feudais por meio das Jaqueries (revoltas servis contra os senhores feudais), guerras ou indenizações, conseguindo então a Carta de Franquia, documento que garantia às cidades a sua autonomia.

O renascimento é caracterizado pelo crescimento urbano, e todo crescimento requer organização, o comércio passou a se organizar em Guildas, sendo estas corporações de mercadores locais semelhantes a cartéis, com o objetivo de regulamentar o preço sobre os produtos e controlar a concorrencia estrangeira. E Corporações de Oficio, associações de artesãos que viriam a formar as manufaturas. Alem de é claro, o trabalho assalariado.

A volta das cidades gerou uma volta tambem das monarquias, foi vantajoso para os burgueses fazer uma aliança com os reis para obter um controle mais amplo do comércio, alem de facilita-lo, unificando os impostos, moeda e o sistema de pesos e medidas. 

A monarquia trazia impostos, é claro, mas atendeu aos desejos dos nobres e dos burgueses. Aos nobres concedendo cargos e posições privilegiadas no reinado, e aos burgueses promovendo a proteção do mercado interno contra mercadorias estrangeiras, e a toda população com a formação de um exército comum que defendesse o território nacional. 

Este tipo de organização política iniciou-se por volta do século XII e duraria até o século XVII, com o inicio de movimentos liberais que culminariam com o fim ou a perda de poderes da monarquia.

Leia também sobre a Idade Média


domingo, 8 de setembro de 2013

Física Elétrica - Conceitos de eletrostática e processos de eletrização

A eletricidade é um elemento muito presente em nossas vidas, e um dos assuntos mais abordados no ENEM quando se trata de Física, em geral se relacionando com o conceito de consumidor sustentável. A eletrostática, é uma introdução à Física Elétrica, e é puramente conceitual:

I - O modelo atomico define que o atomo é composto por um nucleo de protons (+) e neutrons (0), e tem em sua órbita os elétrons (-) na chamada eletrosfera

II - A menor carga elétrica associada a um próton ou elétron é denominada carga elementar, numericamente igual a 1,6 x 10^19 C. A unidade C, Coulomb é a unidade do sistema internacional para carga elétrica.

III - Principio da eletrização
III.1) Principio de Dufay (atração e repulsão)
Se os sinais das cargas são iguais ocorre repulsão, sinais diferentes se atraem

III.2) Principio da conservação da carga
Após o processo de eletrização de um corpo por outro, o somatório das cargas nos dois corpos antes é igual ao somatório das cargas depois do processo de eletrização.

IV - Processos de eletrização
Eletrização por atrito - Indicada para meios isolantes, o atrito eletriza regionalmente, ou seja, na area atritada, ocorre um movimento de cargas para a parte eletrizada, sendo estas cargas movimentadas para o atrito opostas as cargas do condutor. No final da eletrização os corpos ficam com sinais opostos.

Eletrização por contato - Ocorre em corpos condutores, com a transferencia de cargas de um corpo para o outro quando entram em contato. No final da eletrização os corpos tem quantidades de cargas proporcionais à seu tamanho (Capacitancia) e sinais iguais.

Eletrização por indução - O indutor induz ao corpo a ser carregado uma orientação de cargas semelhante ao atrito, com deslocamento destas, porem sem contato entre os corpos. No final da eletrização o corpo carregado é ligado à terra e fica com sinal oposto ao do indutor.

Por Victor Marotta


História - Francos, Feudalismo e Baixa Idade Média

O império Romano deu lugar ao império Franco, os invasores Francos, da dinastia Merovingia, liderados por Clóvis, conseguiram uma série de conquistas em toda a europa ocidental, e contou ainda com um fator que fortaleceu ainda mais o seu domínio, o apoio da Igreja Católica. O império Carolingio oficializara o cristianismo como religião oficial e assim garantiu o controle ideológico sobre os dominados.

Sob o governo de Carlos Martel, a aliança com a igreja foi novamente reafirmada na chamada Batalha de Poitiers, entre os Francos e Otomanos, em combate à invasão islamica na europa, segundo estudiosos, se não fosse esta batalha, toda a Europa ocidental poderia ter sido convertida ao islamismo. Childerico III encerraria a dinastia Merovingia e daria lugar à Carolingia, com Pepino, o Breve, que expulsaria os mouros da Europa e reafirmaria a aliança com a Igreja Católica cedendo ainda terras à esta (território que viria a se tornar o Vaticano)

O sucessor na dinastia, Carlos Magno, fortalecera o militarismo no império com as expansões territoriais, estabelecendo laços de fidelidade com os seus guerreiros doando terras, atitude que viria a formar o feudalismo.

Após sucessões, com a morte de Luís, o Piedoso, a igreja dividira o império entre os seus filhos, o que causou uma descentralização politica, e um forte enfraquecimento da realeza, ocasionando então um fortalecimento da nobreza feudal (os proprietarios de terras da época de Carlos Magno). A invasão de outros povos pôs fim ao império franco, com uma retração do comércio devido à insegurança e instabilidade nas terras. A população se retrai para os feudos, em busca de proteção e subsistencia. Inicia-se então a Era Feudal.

O feudalismo era baseado em uma economia de base agrária, autosuficiente, com inexistencia de produção excedente, caracterizada pela relação Senhor -> Servo, e com estrutura latifundiária (feudo). O poder no território europeu passa a ser então descentralizado, nas relações politicas destacam-se as de soberania e vassalagem, sendo esta uma relação entre o senhor feudal e cavaleiros menores, que recebiam terras dos senhores e lhes deviam fidelidade em batalhas e guerras. Nas relações verticais, ou seja, de senhor para servo, destacam-se várias obrigações servis, entre elas:

  • Talha: todo servo deveria entregar parte de sua produção no mansu servil (parte do feudo destinado ao servo) ao senhor feudal.
  • Corveia: trabalho compulsório no mansu senhorial (terras do senhor) em parte da semana
  • Banalidades: aluguel de equipamentos pelos servos
  • Capitação: imposto per capita
  • Albernagem: todo servo era obrigado a hospedar senhores feudais e sua comitiva durante as viagens pelos feudos
  • Dizimo: imposto revertido à igreja
A igreja católica manteve uma forte influencia nesta época, em troca do controle ideológico sobre os servos para se conformarem com sua situação de servidão e miséria, os senhores feudais doavam riquezas e terras a esta que só enriquecia. A população aumentava, e a produção nao dava conta, com o fim das invasões estrangeiras veio tambem a peste negra, que encontrando uma população extremamente enfraquecida fez um estrago, dizimando cerca de 1/3 da população da época. Isto ocasionou a expulsão de excedentes populacionais dos feudos e uma retomada das cidades e do comércio, os chamados burgos, começaram a se formar e deram origem as primeiras novas cidades.
 
Com uma inovação tecnologica  nas técnicas de cultivo, como moinhos hidraulicos, arados de ferro e etc, ocorreu a geração de uma produção excedente, e com o fortalecimento do comércio, popularizou-se a moeda como base do comércio e de uma estratificação social em que se destacam os comerciantes denominados: Burgueses.
 
O homem após a peste negra começou a questionar a ideologia católica, a questionar a situação de miséria e pobreza e completo abandono divino. Ele começa a explorar a natureza e dela extrair tecnologia e conhecimento, o homem agora quer viver. Isto caracteriza o fim da Baixa Idade Média, e o inicio da Renascença.
 
 
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