O período
colonial brasileiro é longo para ser explicado em uma só postagem, porém vou
dividi-lo em tópicos para facilitar o estudo. Aí vai o primeiro:
1 - Início da colonização
Os Portugueses chegaram ao Brasil
em 1500, porém somente em 1530 começaram de fato a exploração, visto que o
comércio com as Índias gerava lucros muito maiores que aqueles que as novas
terras, à primeira vista, poderiam fornecer. O pau-brasil foi explorado pelo
Estado lusitano até 1504, quando o mesmo passou a exploração da madeira para a
iniciativa privada (Fernão de Noronha), afinal os lucros obtidos não eram
grandes o suficiente para valer o trabalho. A mão de obra utilizada
inicialmente foi a de índios, que recebiam como pagamento objetos como espelhos
e outras porcarias sem valor algum. Após algum tempo os indígenas foram
escravizados.
Esse
abandono por parte daqueles que nos “descobriram” foi revisto quando outros
Estados nacionais ameaçaram a posse portuguesa. Além disso, devemos considerar
que o ouro e a prata encontrados em grande quantidade pelos espanhóis
despertaram interesses da monarquia, que, como já foi dito, iniciou o processo
de colonização em 1530. O projeto de colonização das terras brasileiras começou
com expedições que visavam povoar o local, onde posteriormente foi criada uma empresa produtora de açúcar, que era um
produto já conhecido pelos portugueses. A submissão da colônia à metrópole
caracterizou o Pacto Colonial.
Em 1534 o
território brasileiro foi dividido em 15 faixas de terras, as chamadas Capitanias Hereditárias. Essas foram
entregues a 12 pessoas (óbvio que não era qualquer um que recebia, deveria ter
no mínimo capacidade financeira para investimentos), os chamados Capitães
Donatários. Cada capitão tinha, basicamente, quatro deveres, contidos no Foral
(parte da documentação), é o chamado (por mim e mais uma meia dúzia de gato
pingado) PPPC: Produzir, Povoar, Proteger e Catequizar. Mas o projeto não deu muito certo, pois alguns capitães
(dez deles) simplesmente não deram conta do recado. Somente as capitanias de
Pernambuco e de São Vicente não fracassaram.
O fracasso
das capitanias foi associado à descentralização do poder na colônia, o que
seria resolvido com o Governo-Geral. A
intenção da coroa era centralizar o poder, submetendo os donatários aos
interesses portugueses. Além do cargo de governador-geral, foram criados ainda
os cargos de capitão-mor (responsável pela defesa do território), ouvidor-mor
(que comandava a justiça) e provedor-mor (responsável pelas finanças). As
capitanias que foram abandonadas passaram ao controle do Estado luso, passando
a se chamar Capitanias Reais. Após
mais de dois séculos de modificações internas do governo-geral, as capinais
foram transformadas em províncias.
2 - Cana de
açúcar, Portugal + Espanha.
Para quem
não entendeu seria: Plantação de Cana de açúcar e União Ibérica. Vamos ao que
interessa: porque cana de açúcar? Porque não algodão? Tomate? Beterraba? Bem, o
solo do nordeste brasileiro era (do verbo “não é mais porque ferraram com tudo
por lá”) favorável, assim como o clima e a posição geográfica (proximidade do
litoral, o que facilita o escoamento da produção para a metrópole, além da
relativa proximidade da mesma).
Como os
custos para a implantação da lavoura canavieira eram muito altos e Portugal não
tinha cash, onde foram pedir ajuda? Holanda! A dependência do capital holandês
era tão grande que após algum tempo os lucros obtidos eram passados à Holanda
quase que em sua totalidade, sendo assim o país de origem do nosso querido
Seedorf arrecadou montantes de money.
O sistema
de produção era o de Plantation (Joel
Santana curtiu isso). Era basicamente uma estrutura que girava em torno da
monocultura, do latifúndio, escravidão e produção voltada para a exportação.
Inicialmente optou-se pela escravização do nativo. Posteriormente foi
substituído pelos africanos, o que merece certa atenção.
NOTA: Porque a substituição da
mão de obra? Há quem diga que o negro é mais apto ao trabalho, que o indígena é
preguiçoso e até mesmo que o negro africano estava acostumado a ser
escravizado. ISSO TÁ ERRADO! Na verdade o trafico negreiro gerava lucros para a
coroa lusa, além de trazer mão de obra.
Em termos de ENEM, que é o nosso
foco no momento, não é necessário aprofundar mais na estrutura fundiária
colonial, portanto vamos à União Ibérica.
A União Ibérica, como o próprio
nome diz, foi a união entre os países ibéricos: Portugal e Espanha. Mas o que
causou isso? Vejamos: Dom Sebastião, que sinceramente era um cara foda, morreu na
batalha de Alcácer Quibir, em 1578 (olha que doidera, um rei que vai para a guerra
com os soldados, merece meu respeito). Como não tinha herdeiros diretos, surgiu
uma crise sucessória. Depois de muita discussão, o rei da Espanha, Filipe II assumiu
o trono português, por ter parentesco com d. Sebastião (é claro que não foi numa
boa, pacificamente, Filipe II invadiu Portugal). Mas Filipe II foi um cara legal,
prometeu por meio do Juramento de Tomar que Portugal não seria anexado à Espanha,
como dominado, nem as terras brasileiras seriam tomadas pelos Espanhóis. A união
durou 60 anos. Mesmo assim a economia portuguesa sofreu fortes abalos, o que gerou
um movimento de restauração liderado por d. João, coroado como rei de Portugal como
Dom João VI, em 1640.
Na próxima postagem falaremos sofre
as invasões estrangeiras. Até mais!
Plantation (Joel Santana curtiu isso) ARIARIARIARIIARARIARIRAIARIARIARIARIIRAIARIARIRAIRAIIARIRAIARIARIARIRA eternos
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