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terça-feira, 10 de setembro de 2013

História do Brasil - Período Colonial - Primeira Parte



            O período colonial brasileiro é longo para ser explicado em uma só postagem, porém vou dividi-lo em tópicos para facilitar o estudo. Aí vai o primeiro:
           
1 - Início da colonização

Os Portugueses chegaram ao Brasil em 1500, porém somente em 1530 começaram de fato a exploração, visto que o comércio com as Índias gerava lucros muito maiores que aqueles que as novas terras, à primeira vista, poderiam fornecer. O pau-brasil foi explorado pelo Estado lusitano até 1504, quando o mesmo passou a exploração da madeira para a iniciativa privada (Fernão de Noronha), afinal os lucros obtidos não eram grandes o suficiente para valer o trabalho. A mão de obra utilizada inicialmente foi a de índios, que recebiam como pagamento objetos como espelhos e outras porcarias sem valor algum. Após algum tempo os indígenas foram escravizados.
            Esse abandono por parte daqueles que nos “descobriram” foi revisto quando outros Estados nacionais ameaçaram a posse portuguesa. Além disso, devemos considerar que o ouro e a prata encontrados em grande quantidade pelos espanhóis despertaram interesses da monarquia, que, como já foi dito, iniciou o processo de colonização em 1530. O projeto de colonização das terras brasileiras começou com expedições que visavam povoar o local, onde posteriormente foi criada uma empresa produtora de açúcar, que era um produto já conhecido pelos portugueses. A submissão da colônia à metrópole caracterizou o Pacto Colonial.
            Em 1534 o território brasileiro foi dividido em 15 faixas de terras, as chamadas Capitanias Hereditárias. Essas foram entregues a 12 pessoas (óbvio que não era qualquer um que recebia, deveria ter no mínimo capacidade financeira para investimentos), os chamados Capitães Donatários. Cada capitão tinha, basicamente, quatro deveres, contidos no Foral (parte da documentação), é o chamado (por mim e mais uma meia dúzia de gato pingado) PPPC: Produzir, Povoar, Proteger e Catequizar. Mas o projeto não deu muito certo, pois alguns capitães (dez deles) simplesmente não deram conta do recado. Somente as capitanias de Pernambuco e de São Vicente não fracassaram.
            O fracasso das capitanias foi associado à descentralização do poder na colônia, o que seria resolvido com o Governo-Geral. A intenção da coroa era centralizar o poder, submetendo os donatários aos interesses portugueses. Além do cargo de governador-geral, foram criados ainda os cargos de capitão-mor (responsável pela defesa do território), ouvidor-mor (que comandava a justiça) e provedor-mor (responsável pelas finanças). As capitanias que foram abandonadas passaram ao controle do Estado luso, passando a se chamar Capitanias Reais. Após mais de dois séculos de modificações internas do governo-geral, as capinais foram transformadas em províncias.

            2 - Cana de açúcar, Portugal + Espanha.

            Para quem não entendeu seria: Plantação de Cana de açúcar e União Ibérica. Vamos ao que interessa: porque cana de açúcar? Porque não algodão? Tomate? Beterraba? Bem, o solo do nordeste brasileiro era (do verbo “não é mais porque ferraram com tudo por lá”) favorável, assim como o clima e a posição geográfica (proximidade do litoral, o que facilita o escoamento da produção para a metrópole, além da relativa proximidade da mesma).
            Como os custos para a implantação da lavoura canavieira eram muito altos e Portugal não tinha cash, onde foram pedir ajuda? Holanda! A dependência do capital holandês era tão grande que após algum tempo os lucros obtidos eram passados à Holanda quase que em sua totalidade, sendo assim o país de origem do nosso querido Seedorf arrecadou montantes de money.
            O sistema de produção era o de Plantation (Joel Santana curtiu isso). Era basicamente uma estrutura que girava em torno da monocultura, do latifúndio, escravidão e produção voltada para a exportação. Inicialmente optou-se pela escravização do nativo. Posteriormente foi substituído pelos africanos, o que merece certa atenção.
           
NOTA: Porque a substituição da mão de obra? Há quem diga que o negro é mais apto ao trabalho, que o indígena é preguiçoso e até mesmo que o negro africano estava acostumado a ser escravizado. ISSO TÁ ERRADO! Na verdade o trafico negreiro gerava lucros para a coroa lusa, além de trazer mão de obra.
Em termos de ENEM, que é o nosso foco no momento, não é necessário aprofundar mais na estrutura fundiária colonial, portanto vamos à União Ibérica.

A União Ibérica, como o próprio nome diz, foi a união entre os países ibéricos: Portugal e Espanha. Mas o que causou isso? Vejamos: Dom Sebastião, que sinceramente era um cara foda, morreu na batalha de Alcácer Quibir, em 1578 (olha que doidera, um rei que vai para a guerra com os soldados, merece meu respeito). Como não tinha herdeiros diretos, surgiu uma crise sucessória. Depois de muita discussão, o rei da Espanha, Filipe II assumiu o trono português, por ter parentesco com d. Sebastião (é claro que não foi numa boa, pacificamente, Filipe II invadiu Portugal). Mas Filipe II foi um cara legal, prometeu por meio do Juramento de Tomar que Portugal não seria anexado à Espanha, como dominado, nem as terras brasileiras seriam tomadas pelos Espanhóis. A união durou 60 anos. Mesmo assim a economia portuguesa sofreu fortes abalos, o que gerou um movimento de restauração liderado por d. João, coroado como rei de Portugal como Dom João VI, em 1640.
Na próxima postagem falaremos sofre as invasões estrangeiras. Até mais!

Um comentário:

  1. Plantation (Joel Santana curtiu isso) ARIARIARIARIIARARIARIRAIARIARIARIARIIRAIARIARIRAIRAIIARIRAIARIARIARIRA eternos

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